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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Os adolescentes de hoje em dia...


Ontem no meu passeio diário depois de jantar, que faço sempre com o marido, demos de caras com um carrinho de compras, mais uma vez, abandonado sobre as plantas do jardim.
Só esta semana já foi a segunda vez que o retirámos para fora e os miúdos que brincam no parque voltam a atira-lo contra as plantas do jardim.

Para quem não sabe, vivo numa zona nova, em Kent, onde pagamos um valor anual bastante considerável para o condomínio, mas este conceito de condomínio não é propriamente o que estou habituada. Por exemplo, faz-me confusão porque não existe uma cancela para entrada apenas dos que aqui vivem. 
A lei diz que em espaços novos 30% das casas terão que ser adquiridas pela Junta de Freguesia (Council), para que estas pessoas se sintam parte da sociedade. Até aqui estou de acordo, acho que em termos globais a sociedade ganha mais.

Muito bem, mais uma vez, levámos o carrinho de compras para fora do condomínio na esperança que alguém do Sainsbury's (supermercado idêntico ao "Continente" em Portugal) o leve. Nisto, um grupo de miúdos, penso que não teriam mais de 13 a 14 anos, chama a nossa atenção. Grita, do outro lado da rua, uma miúda atrevida, pergunta porque tinhamos o carrinho e para onde o levávamos. Inicialmente respondemos que o iriamos levar porque alguém o tinha trazido e andava a vandalizar os jardins.
Ironicamente diz: "Oh really!", com ar de atrevida e desafiante. Não voltámos a responder pois, com miudagem assim, ignorar é mesmo o melhor.

Sentimo-nos revoltados com esta situação! Sim, porque para além de pagarmos, tentarmos minimizar os estragos feitos por terceiros, ainda somos invadidos por miúdos desrespeitadores que vandalizam o nosso espaço e ainda gozam connosco!
Tentando não generalizar, até porque os há bem ajuizados... Mas não gosto desta malta designada por teenagers! Afinal onde andam os pais destes miúdos? Sendo véspera de escola, que andam eles por aqui a fazer? Bem, o que andam a fazer eu até sei...

Falámos com o segurança privado e ele sugeriu fazer um abaixo-assinado entre os vizinhos para que a nossa voz seja ouvida junto da empresa responsável pelo condomínio. Talvez aumentando as cameras da zona pública os miúdos não se sintam encorajados a fazer o que não devem...

No entanto, esta geração, pelo menos aqui na Inglaterra, tem muita força e poder. Sabem desde muito cedo os seus direitos e, em prol disso, fazem o que querem. E se eu vos disser que quem traz os carrinhos são pessoas adultas? Pois... nunca devemos esquecer que os nossos filhos educam-se à nossa imagem.
E com isto poderia estar aqui a falar eternamente do que mudou na educação nestes últimos 15 a 20 anos. Mas fico-me por aqui...

sábado, 15 de junho de 2013

Com ou sem "canudo" o desemprego é o mesmo!


Já todos sabemos que quando um jovem estudante universitário acaba o seu curso tem apenas em mente arranjar um emprego qualificado correspondente ao que estudou.
Mas o certo é que nos dias de hoje, acabar um curso superior e ter automaticamente um emprego é um sonho longe de se tornar realidade.

Vendo bem, no meu tempo de estudante a nossa “vidinha” já era difícil, agora posso quase afirmar que está a ficar ainda mais complicada, mais desafios e todos os obstáculos possíveis e imaginários.

Por opção e devido á minha situação familiar na altura, eu não quis seguir um curso universitário, mas acompanhei de perto a constante luta de antigos colegas de escola e mesmo de alguns familiares para lá chegarem. Uns conseguiram atingir os seus objectivos e outros infelizmente acabaram por enveredar por caminhos opostos ao desejado, muito por culpa de um país em declínio económico, onde o desemprego aumenta de dia para dia e a emigração é eminente aos olhos de quem quer ir mais além, invalidando os anos de esforço e luta.

É grande a percentagem de jovens que depois de terminarem o curso superior dedicam-se meses ou mesmo anos a fazerem trabalhos abaixo das suas qualificações e que, de certo modo, não lhes dão estabilidade a longo prazo. Por esse motivo partem à aventura para fora do seu país na expectativa de encontrarem no país de acolhimento o emprego de sonho.

Na Europa o número de estudantes que pretendem seguir um curso superior diminuiu, tudo porque a economia europeia está em crise e a oferta de trabalho qualificado permanente escasseia. Por este andar, e vendo que o desemprego não afecta apenas aqueles que não possuem um curso superior, os licenciados terão de trilhar um difícil caminho para o sucesso dentro ou mesmo fora do seu país.

Esta é a realidade da actualidade. Triste, mas é verdade!

E anda um jovem a estudar uma grande parte da sua vida para mais tarde se deparar com um futuro em nada promissor!