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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

12 aspectos a ter em conta antes de emigrar


Ao longo da nossa vida, somos confrontados por situações ou acontecimentos que nos obrigam a tomar a decisão de ter que deixar o nosso país. Falamos concretamente da falta de emprego, da falta de perspetivas futuras, a crescente falta de recursos económicos, a dificuldade constante de  poder proporcionar aos nossos filhos uma vida confortável, mas também falamos daqueles que pensam em progredir na carreira, em continuar os estudos fora da sua zona de conforto, da vontade de ser independente e, por vezes, da curiosidade de viver num país diferente que nos permite ter contacto directo e diário com outros povos, novas culturas e formas de estar, diferentes crenças, raças e religiões.
Com certeza que todos nós nos identificamos mais com um ou outro motivo, mas seja qual for a razão que nos leva a deixar o nosso país, uma coisa que nunca devemos fazer é partir em busca de uma nova vida sem estarmos previamente preparados e informados sobre os país que escolhemos para viver, sendo E-S-S-E-N-C-I-A-L fazermos o trabalho de casa e, partindo do geral para o particular, devemos inicialmente tentar perceber quais são os costumes, hábitos e tradições do país de destino: 
  1. qual a língua oficial e dialetos principais
  2. a moeda
  3. o funcionamento do sistema de saúde
  4. o sistema escolar, se o público funciona bem ou se temos que recorrer ao privado.
  5. o fundionamento do sistema de segurança social, que benefícios poderemos ter direito, quanto iremos receber e se o processo é muito moros.
  6. qual o preço dos bilhetes de avião, ou outros transportes que nos permitam viajar para o país que escolhemos. 
  7. o preço, qualidade e disponibilidade das habitações/quartos
  8. facilidade de inscrição em escolas/creches
  9. preço e periodicidade dos transportes públicos
  10. o custo da alimentação
  11. qual a documentação que teremos que levar, se temos que tratar de vistos, quais os documentos necessários para entrar no país, processo de tradução e autenticação de diplomas, certificados e outros documentos.
  12. por último, mas igualmente importante, se teremos facilidade em comunicar através de telemóveis e internet.
O que referi, são apenas alguns aspectos práticos a ter em conta, contudo, seja qual for o motivo que nos leva a mudar de país, o que não nos pode nunca faltar é, a coragem, a força, a perseverança, a motivação e o espirito vencedor, deixando para trás as nossas inseguranças, permitindo-nos embarcar numa nova aventura, numa nova vida tendo a convicção que só pode dar certo!!!!

sábado, 29 de junho de 2013

Os Portugueses... e o resto do mundo!

Somos três portuguesas a viver no estrangeiro. Não pretendemos de modo algum denegrir a imagem do país que nos acolheu, muito pelo contrário. Todos os dias nos deparamos com situações que, inevitávelmente, comparamos com Portugal. Afinal temos o previlégio de conhecer duas realidades e, como tudo, ambas têm aspectos positivos e negativos.  
Hoje trazemos ao CPI um pouco da visão que o mundo tem dos Portugueses. Como seres inteligentes que somos, temos em nosso poder aquilo que nos permite fazer comparações e estabelecer opiniões. Podemos concordar ou não com outras opiniões mas devemos sempre respeitá-las, como por certo gostamos que respeitem as nossas.

Conheçam então outras opiniões segundo um artigo da Activa: "Os portugueses vistos pelos sites estrangeiros"


"Alguns sites ensinam aos estrangeiros como são os portugueses. Muito útil? Enfim, conforme...
Todos são unânimes: os portugueses ainda são tradicionais e conservadores, as famílias são grandes e os seus elementos apoiam-se mutuamente. Não se sabe há quanto tempo é que os senhores que fornecem estas informações não vêm a Portugal, mas já deve ser considerável.

A ideia das famílias à italiana transborda para o trabalho. Em http://www.quintessential.co.uk/ diz-se mesmo que dar emprego a pessoas conhecidas (vulgo ‘cunha’) é bem visto porque é um sinal de confiança. Aqui também se diz que os portugueses são formais e conservadores, e que ligam muito às aparência. Não só respeitamos como adoramos hierarquias, os chefes são autoritários, e há geralmente uma pessoa que acumula o poder, sem respeito pelas decisões dos outros. O mais engraçado é que depois nos ofendemos quando usam “tácticas de negócio agressivas.”
Mas se tiver negócios a tratar com um português, é aconselhável fazê-lo cara a cara: os portugueses não se dão muito bem com mailes e telefones. “Embora honestos, não dão informações a não ser que lhes peçam, principalmente se têm interesse em ficar calados” – pois… mas será que os ingleses, alemães e russos falam pelos cotovelos quando é do seu interesse ficarem calados? Mistério…
Honestos mas não tanto: “Não se espante se os seus colegas portugueses não cumprirem as promessas que lhe fizeram.” Ah, e também não se admire se não chegarem a tempo às reuniões: “Têm uma atitude relaxada em relação ao tempo e não acham cruciais os prazos e horários.” Depois espantem-se.
E saiba que no fim da refeição é de bom tom dizer: “Bon apettito.” He he. Só se estiver naquela parte de Portugal onde se fala italiano…
Simpáticos mas desorganizados
Em http://www.executiveplanet.com/ são mais tolerantes connosco: acham que somos delicados, que não nos ofendemos facilmente, falamos inglês, e não nos preocupamos muito com pormenores (tais como chegar a horas). Mas não gostamos de mergulhar logo de cabeça nos negócios (temos isso em comum com os orientais, deve ser das viagens que fizemos ao Japão no século XVII) e portanto, para quebrar o gelo, nada melhor que uma boa conversa. “Geralmente é preciso circunlóquios para chegar ao ponto da questão”.
Mas circunlóquios sobre quê? Bem, os portugueses gostam de humor e anedotas. Tabus: tudo o que esteja relacionado com dinheiro. É bem visto que se fale na família e principalmente em futebol: “mas não tente outros desportos. Os portugueses são uma monocultura do futebol”. Também gostamos de política “mas não tire conclusões sobre os partidos das pessoas pelos seus cargos.
Claro que nem tudo são rosas (ou cravos): também nos dizem que as reuniões são mal conduzidas, somos desorganizados, temos pouco espírito de equipa, gostamos de mandar, temos uma burocracia de bradar aos céus, nem sempre usamos ‘se faz favor’ e ‘obrigada’, ‘amanhã’ e ‘para a semana’ são termos relativos, mas (nem tudo é mau) somos flexíveis e gostamos de aprender.
Dou-lhe um beijinho ou aperto-lhe a mão?
Chegou finalmente a ocasião de estar cara a cara com um português. Como é que o cumprimenta? Na dúvida, dê-lhe um aperto de mão. “Aperta-se sempre a mão a uma pessoa, mesmo que já se tenha estado com ela anteriormente várias vezes. As mulheres costumam dar um beijinho em cada bochecha tanto a homens como a mulheres. “ Dilema: “É muito difícil, mesmo para os portugueses, saber quando se aperta a mão e quando se dá um beijinho.” Pobres estrangeiros!
Se atravessou com sucesso a parte do aperto de mão/beijinhos, aparece-lhe outro problema: saber o que chamar a alguém. “Ter curso superior autoriza a chamar Dr ou Dra, mesmo que não se seja médico, a não ser que se seja engenheiro ou arquitecto. Pode chamar ‘Senhor Apelido’, mas nunca ‘Senhor Primeiro Nome’, que é para inferiores.” Como os ingleses não usam ‘Dr’, é aconselhado ao visitante estrangeiro mencionar o curso, como quem não quer a coisa. Enfim, uma dor de cabeça.
E ainda existem vários outros tabus sociais. Não se deve: espreguiçar; comer com a mão; lamber os dedos; escrever em tinta vermelha (excepto se for professro); virar as costas a alguém
Para qualquer tidpo de relação, negócio ou amizade, vai ter de passar primeiro por longas refeições. Tudo em Portugal é decidido à mesa. Mas atenção: nada de acordar um português muito cedo. “Aqui, a ideia dos pequenos-almoços de negócios, por exemplo, é considerada absolutamente bárbara.” Os jantares são habitualmente reservados à família ou amigos, mas resta o almoço…
Bem-vinda à nossa casa
Se conseguiu ser convidada para jantar, acautele-se: vão-lhe aparecer umas ferramentas estranhas à frente. “O peixe come-se com um garfo e uma faca especiais”, avisa-se em http://www.ediplomat.com/. Ah, e também não deve andar por aí de calças de ganga esfarrapadas, pelo menos se for jantar com um português. Os portugueses vestem-se tão formalmente que praticamente não há diferença entre estar em casa ou estar no trabalho.Mesmo que adore o bacalhau à Brás, lembre-se que é de bom tom deixar alguma comida no prato no fim da refeição (este ‘site’ nunca foi jantar com a maioria das avós portuguesas) e é bem visto trazer um presente. Dica útil: se não souber o que levar, compre um brinquedo para as crianças. Nós os portugueses somos loucos por crianças.
Se for mulher e não lhe apetecer ir a jantares de família, nem pense em abancar sozinha num bar. Em Portugal, é mal visto. E cuidado com a temível associação das esposas portuguesas: se convidar um homem para jantar, mesmo que seja seu parceiro de negócios, à cautela é melhor convidar igualmente a mulher. Também se diz que o charme dos homens portugueses não autoriza que uma mulher pague a refeição. Coitados… Há mesmo muito tempo que não vêm cá...
No entanto, avisa-se, “está autorizada a tentar”. O pior é se depois “o charme” do seu cliente não funciona e a conta lhe cai mesmo no colo…
Ah, e uma dica final, para o caso de ser um bocadinho distraída e ainda não ter reparado: “Atenção: Portugal não é Espanha, os portugueses não são espanhóis e a cultura não tem nada a ver com a espanhola.” Nunca é demais saber isto.
Tenham medo, tenham muito medo!
Se é estrangeiro e vem visitar-nos, o verdadeiro drama é este: “Cuidado: os portugueses são os piores condutores da Europa. Não são tão rápidos como os italianos, mas bastante mais incompetentes,” nota http://www.executiveplanet.com/. Também a BBC avisa: “Tenham medo, tenham muito medo. E sejam paranóicos. É a única maneira de guiar e sobreviver em Portugal… Parece que todo o país está envolvido num jogo de cabra-cega com os pobres turistas. A única maneira de reter a sanidade é manter-se na sua mão – e esperar pelo melhor.” Talvez seja melhor começar a aprender a rezar em português…"

Ler mais: http://activa.sapo.pt/vida/sociedade/2012/08/30/os-portugueses-vistos-pelos-sites-estrangeiros#ixzz2WkATfHJ5

segunda-feira, 10 de junho de 2013

À boleia de Camões abrimos o CPI


Já pararam para pensar que dia é hoje? É 10 de Junho, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas! Querem dia melhor para vos darmos as boas-vindas a este cantinho criado para a Comunidade Portuguesa? Sejam muito bem-vindos!

As origens do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades remontam ao início do século XX (1924). Tendo começado a ser festejado a nível nacional com o Estado Novo (regime instituído em Portugal por António de Oliveira Salazar, em 1933).

Segundo Conceição Meireles (investigadora especialista em História Contemporânea de Portugal) Camões representava o génio da pátria, representava Portugal na sua dimensão mais esplendorosa e mais genial. O feriado em honra de Camões (um dos símbolos da Nação) passou então a ser a 10 de Junho uma vez que esta data foi apontada como sendo a da morte do poeta que escreveu "Os Lusíadas".

Oliveira Salazar, na inauguração do Estádio Nacional em 1944, denominou também o dia 10 de Junho como o Dia da Raça, em memória das vítimas da guerra colonial. A partir de 1963, o feriado do 10 de Junho assumiu-se como uma homenagem às Forças Armadas numa exaltação da guerra e do poder colonial. Pelo que, até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho foi conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça. A segunda república porém não se revê de todo neste feriado, pelo que, em 1978, o converte em Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, tal como o conhecemos até hoje.

Assim sendo, não poderia haver melhor dia que o de hoje, para abrir as portas do Código Postal Internacional a todos os portugueses, estejam onde estiverem, dentro ou fora de Portugal. Não concordam?
Este é o nosso/vosso espaço! Aqui iremos partilhar experiências pessoais de Portugueses a viverem por todo o mundo, divulgaremos oportunidades de trabalho e de estudo, destacaremos o que de melhor o mundo tem para nos oferecer, reuniremos legislações e benefícios e, acima de tudo, transmitiremos as diferenças, dificuldades e opiniões inerentes à nossa própria experiência como Portuguesas a viver no estrangeiro.

Escreve-nos (codigopostalinternacional@gmail.com) com as tuas dúvidas e ansiedades, partilha a tua experiência connosco, comenta, ou simplesmente acompanha-nos nesta nossa aventura.


Fonte: http://www.catraios.pt/10junho.htm e