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terça-feira, 6 de agosto de 2013

A importância de aprender português sendo emigrante


Pois bem, à primeira vista não parece ser muito importante... falo com muitos pais emigrados que me dizem que os seus filhos falam português em casa e que não precisam de aprender mais, mas será que ponderaram todas as hipoteses antes de decidirem a importância, ou a falta dela, no que diz respeito a saber falar e escrever portugês?Reuni aqui algumas vantagens que, quanto a mim, são relevantes quando se tem de decidir se devemos ou não abandonar as nossas raízes linguisticas:
  • quantos de vós nunca imaginaram vir a ser emigrantes e hoje estão a viver fora do país de origem? O futuro a Deus pertence  e o saber nunca ocupou lugar, toda a minha vida ouvi dizer.
  • quantos empregos pelo mundo se veem circular na internet a pedir fluencia em português? Bastantes e a perspectiva para os próximos anos é elevada. A língua portuguesa é a 6ª língua mais falada em todo o mundo, próximo de 265 milhões de nativos adicionados aos 35 milhões como segunda língua, totalizando 300 milhões de pessoas a falarem português.
  • os lugares reservados ao acesso às universidades públicas portuguesas a filhos de emigrantes portugueses geralmente não é preenchido, o que garante acesso praticamente directo aos estudantes emigrados e o valor das propinas é inferior ao verificado nalguns países da Europa.
  • está provado que crianças bilingue  aprendem línguas estrangeiras com mais facilidade, têm mais facilidade em executar diversas tarefas em simultâneo e podem aprender a ler mais rapidamente.
Um estudo feito junto da comunidade portuguesa em Londres comparou os jovens que não desenvolvem a língua dos pais com os que frequentam aulas de português extracurriculares. O estudo verificou que estes últimos têm mais probabilidades de obter classificações elevadas nos GCSEs (General Certificate of Secondary Education). Aprender português é um direito do emigrante português!! Existe alguma razão fundamentada para não aproveitar?

Background photo by | Foto de fundo por: ali harper photography

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Português traiçoeiro!


Jamais irei esquecer o que me aconteceu... Estava eu e os meus filhos numa loja de desporto, na Inglaterra. A ideia era comprar uns ténis básicos para caminhar. Os ténis seriam para o D., o meu filho mais velho, penso que na altura com 10 anos. O D. foi sempre muito convicto e raramente muda de ideias. Pois bem, ele à procura dos ténis mais caros que já namorava na internet havia algum tempo e eu à procura de uns ténis que dessem para a ocasião.
Pois quem conhece o meu filho, sabe bem que tem um crescimento desmedido e tanto o calçado como a roupa não chegam a ser usados mais de 6 meses. Só para terem uma ideia ele calça o 46 número europeu, com apenas 12 anos. Pois bem, tendo isto bem claro na minha cabeça, nao havia meio de chegarmos a acordo sobre os ténis a comprar. Às tantas, ele aborrecido desvia o olhar para a secção de sapatilhas de futebol, quase no fim do corredor.

Eu já cansada pela falta de acordo e pela inflexibilidade dele... sim, porque para ele só as ditas marcas “Adidas” ou “Nike” são válidas, tudo o resto não existe. O tempo a passar e não havia meio de ele se encantar por qualquer outro modelo ou marca. Vai daí, resolvi dizer em bom português: “Foca-te no que aqui viémos fazer!!”. Como bom sangue latino que tenho, falei em tom perceptivo à plateia à nossa volta. Ele envergonhado e com cara de indignado, caminhou na minha direcção e começou por dizer se eu fazia ideia do que estava a dizer. Pediu-me vezes sem conta para eu falar em inglês, pois quem estava à volta, estava com cara de indignado e surpreso. Ups!! Longe da minha ideia que pudesse estar a ferir a susceptibilidade de alguém. Longe de pensar que poderia soar a palavrão em inglês.

Moral da história:
- jamais tentem mudar a mente de um adolescente convicto
- evitem falar português em zonas públicas, que não seja em Portugal

Um aparte, sabiam que não se misturam marcas? Segundo o meu filho, se vestes uma t-shirt de uma marca, não podes ter calças de outra! As coisas que eu aprendo com esta nova geração!
É caso para dizer, se tens filhos em idade da adolescência, partilha episódios como este.