Mostrar mensagens com a etiqueta mudar de país. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta mudar de país. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

O Natal [também] emigrou.


Esta é uma quadra da saudade para quem está emigrado ou tem familiares e/ou amigos a viver no estrangeiro. Nem sempre é possível voltar a "casa" nesta altura do ano. Muitos de nós já esgotaram todos os dias de férias, o ano está a acabar, o tempo é inconstante e viajar com frio, chuva e neve nem sempre é a melhor ideia. Os voos estão pela hora da morta e são imensas as vezes que são cancelados ou atrasam. Muitos de nós optam assim, por aproveitar esta época para ficar no país de acolhimento e descansarem da loucura constante dos dias. Eu assim o farei. Porém, por muito que se tente parar e descansar, há sempre muitos jantares combinados, muitas festas e convivios e claro está a azáfama das compras. Temos sempre esta ideia de que vai ser um Natal tranquilo, talvez solitário, no conforto do sofá mas, no fim, muitas vezes, tem muito pouco disto tudo.

Num país como a Inglaterra, onde há tanta emigração, a ceia e o almoço de Natal são estendidos aos amigos, nesta empatia que todos conhecemos de uma época que em tempos foi familiar e que muitas vezes nos aperta o coração de saudade e solidão, ninguém quer ver ninguém passar o Natal sózinho, num quarto humido e escuro, numa casa deserta, de um bairro numa cidade parada, porque Londres [Inglaterra] de facto pára no Natal. Assim, não se juntam as famílias mas juntam-se os amigos, que tantas vezes são a familia que vamos tendo aqui.

O meu Natal também vai ser assim. Entre as horas de descanso que nos impusemos na noite de Natal e a agitada presença daqueles amigos que nos aquecem a alma durante todo o ano. E na falta da família, que apenas vai marcando presença graças às novas tecnologias, come-se e bebe-se, bem acompanhados, como manda a tradição. E com novas memórias vamos mudando o que, em tempos, foi tradicional no Natal português, aquele que a minha infância conheceu mas que a infância das minhas filhas não vai conseguir imaginar... "um Natal sem os amigos? Isso faz algum sentido?" - vão dizer - "...na altura fazia todo o sentido..." - direi eu.

Background photo | Foto de fundo: Amy Kim

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Como estruturar a tua cover letter


A semana passada falei de alguns pontos a ter em conta na elaboração de uma carta de apresentação que funcione no Reino Unido. Hoje vou vos deixar aqui dicas de como a estruturar de forma a que consigas em poucas palavras dizer o essencial.
  1. Parágrafo de abertura: deve ser curto e implacável. Começa por uma frase que explique o porquê de estares a escrever: a posição a que te candidatas; o anúncio ao qual estás a responder, onde o encontraste; se foste indicado por outra pessoa,  a inclusão do nome dela e cargo/secção de trabalho serão uma mais valia. Aqui ficam alguns exemplo já em inglês:

    • In response to the advertised position in The Guardian on 9th October, please consider my CV in your search for an Architect.
    • I was pleased to hear from James Bond that you will soon have a vacancy for a Pesonal Assistant. I am very interested in this position, and I think that with my skills I could be an asset to you and your company.
    • Having recently read in the Independent of your company’s plans for expansion, I am writing to establish whether this will involve an increase in personnel. As a final year business student at Oxford University, I am seeking a position in January that will develop my marketing and finance skills.
  2. Segundo parágrafo: aqui deverás ter em mente a pergunta: Porque é que um empregador poderá ficar interessado em te contratar? Em poucas palavras descreve as tuas qualificações, profissionais e académicas, que forem mais relevantes para a posição a que te candidatas. Se estiveres a responder a um anúncio é provável que o mesmo inúmero algumas qualidades que o candidato escolhido deverá possuir, faz menção a elas.
  3. Terceiro parágrafo: destaca o que podes fazer pela empresa, nunca o inverso. Expõe o que tens ou podes oferecer de relevante para a carreira que queres perseguir.
  4. Quarto parágrafo: este deverá ser um parágrafo de indução à acção, por exemplo, disponibilizando-te para uma entrevista.
Desta forma conseguirás uma carta de apresentação bem estruturada e concisa. Boa sorte!


Background photo | Foto de fundo: Viktor Hanacek

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Prenda de Natal para o amigo que vai emigrar

São poucos os que não têm um amigo ou familiar que emigrou ou está de malas feitas para o fazer. Hoje trazemos ideias para a prenda de Natal que ele nunca mais esquecerá. Para matar as saudades ou para se preparar para a nova aventura que se avizinha por terras de sua Majestada, aqui vos deixo 9 ideias para uma prenda perfeita.


  1. Um bom casaco com um bom capuz para o frio e para a chuva é a peça de vestuário fundamental a quem vive ou vem viver para o Reino Unido, mais do que um guarda-chuva, cachecol ou luvas. Um casaco que possua um bom capuz, seja quente, impermeável e se possível com uma gola subida quando apertado, será o essecial para quem chega a terras britânicas em tempo de Inverno. É a forma mais prática e eficaz de andar na rua ou nos transportes públicos sem levar um monte de tralha atrás. - Este da Zara adapta-se na perfeição às exigências.
  2. E porque a palavra "saudade" vai andar amarrada ao coração, torna-se impossível fugir-lhe. Escolhi esta agenda cheia de palavras com alma e cunho dos nossos melhores escritores. A ferramenta certa na contagem decrescente para as tão desejadas férias a Portugal.
  3. As clássicas galochas cada vez mais na moda e tão úteis neste país. Estas são das melhores e das mais conhecidas por estas bandas, um icon de uma nação que se veste todos os dias para a chuva. A melhor companhia para o casaco acima.
  4. Trouxe dois comigo na bagagem na última ida a Portugal. O último CD da Mariza é uma prenda que recomendo vivamente a quem sente o fado com alma.
  5. E porque aqui é mesmo a terra do chá, uma caneca com uma mensagem motivadora faz todo o sentido.
  6. Um "kit de sobrevivência", da "A Vida Portuguesa", para os dias mais frios e solitários. Matar saudades da cultura e da nossa história e relembrar a pessoa fantástica que ofereceu um dos melhores presentes de Natal!
  7. Na falta da sardinha fresca e dos santos populares, esta conserva vai saber a caviar quando a saudade apertar. Uma prenda da "Portugal Heart", escolhida com o coração.
  8. Se há algo que me deixa mais saudade na hora de dizer adeus, é o nosso mar a poente a refrescar as nossas belas praias de areia fina. Uma imagem que vale a pena ter sempre presente nas paredes da nossa casa. A minha escolha recai para esta praia extraída da lente da fotografa Ingrid Beddoes, uma inglesa a viver em Portugal.
  9. Na cidade cosmopolita que é Londres, sentar para beber café ou chá é um luxo que nem todos têm. A combinação de um café take away com o mapa do metro parece-me perfeita para quem está de chegada à capital inglesa.
Compras feitas... feliz Natal!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Uma carta de apresentação (cover letter) que funcione em Inglaterra


Já aqui falámos, e demos algumas dicas, de como fazer um CV que resulte no Reino Unido. Torna-se agora pertinente falar um pouco da carta de apresentação (cover letter) que irá suportar ou abrir portas ao teu novo CV.
A carta de apresentação deve anteceder o teu CV, é ela que mostra o teu estilo de escrita, dá originalidade, carácter e um cunho pessoal à tua candidatura. Nela deves mostrar ao empregador as tuas qualidades para o cargo em causa. Que vantagens ele tem em escolher-te a ti e não a qualquer outro candidato.
Sendo um texto absolutamente pessoal, aconselho-te (por experiência própria) a escolheres um dia em que estejas inspirado, optimista e com tempo, faz uma carta tipo que possas ajustar de acordo com os anúncios a que, posteriormente, te fores candidatando. Deixamos algumas dicas que te podem ajudar a escrever a tua melhor carta de apresentação até hoje, inspira-te!
  1. Não te alongues, meia página deverá ser suficiente para conseguires mostrar as tuas qualidades mostrando, ao mesmo tempo, capacidade de sintese. Em nenhuma hipotese deverá ser maior do que uma página
  2.  Imprime a tua carta em papel branco. Imprimir num papel mais caro em tom creme também é uma opção porém o conteúdo será sempre o mais importante. Não te esqueças de imprimir o teu CV no mesmo papel. Tudo o mais clean possível.
  3. Se enviares a tua candidatura por email, coloca o texto da "cover letter"no corpo do email. Não a envies como anexo sem qualquer texto no corpo do email, pode ser tratado como spam
  4. Usa palavras tuas. Linguagem corrente sem formalidades ou clichés.
  5. Usa verbos de acção sempre que possível (aprender, procurar, trabalhar, comunicar, fazer...)
  6. Lê, re-lê e pede para outros lerem o teu texto a fim de encontrarem erros ou gralhas.
  7. A tua carta deve responder (intrinsecamente) à pergunta: "Por que razão devo chamar-te?" 
  8. Muito importante, sempre que possível endereça a carta directamente à pessoa que a irá ler. Descobre o seu nome e escreve-o tanto na carta como no envelope. Muitas vezes o próprio anúncio tem o nome da pessoa responsável, caso não tenha ou se trate de uma candidatura expontânea, consulta o website da empresa ou liga a perguntar o nome do responsável pelo departamento ao qual estás a concorrer ou o responsável pelos Recusros Humanos. No caso de não descobrires o nome do destinatário da tua carta coloca no envelope a que departamento se endereça, por exemplo: Marketing Manager. Grandes empresas cujas candidaturas passam todas pelo departamento de recursos humanos: Human Resources Manager ou Recruitment Manager. Na carta (no caso de desconheceres o nome do destinatários), Dear Sir/Madam é a melhor opçao. Se souberes o nome Dear Mr Gordon, se se colocar a dúvida do estado marital (no caso de elemento feminino) opta por Dear Ms Owen.
  9. Relaciona as tuas capacidades e qualidades com as exigidas pelo cargo ao qual estás a concorrer.
  10. Não te esqueças de deixar claro a partir de quando estarás disponivel para começar a trabalhar, assim como a tua absoluta disponibilidade para uma possível entrevista.
Estes são os principais tópicos que te poderão encaminhar na construção da tua carta de apresentação (cover letter). Se ainda não te sentires confiante e não sabes bem por onde começar e como estruturar o teu texto, fica atento à próxima quinta-feira. De hoje a uma semana iremos dar-te dicas de como estruturares a tua carta para que não te esqueças de colocar o mais importante e de forma clara.

Foto de fundo por | Background photo by: Viktor Hanacek

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

As leis que qualquer trabalhador em Inglaterra deve saber


Se trabalhas no Reino Unido há coisas que deves saber para além das horas a que tens de entrar, os objectivos diários e os relatórios semanais, estou a falar dos teus direitos e deveres como trabalhador. Muitas são as vezes que nos vemos confrontados com situações desfavoráveis, sem sabermos muito bem se a justiça está ou não do nosso lado, muitas são as certezas que ouvimos dos outros e muitas são as dúvidas que mesmo assim ficam. Porque deves saber com que linhas te coses, iremos divulgar aqui no blogue os teus direitos como trabalhador por estas bandas. Aqui deixamos os teus 3 primeiros direitos que seleccionámos para hoje:
  1. Os teus direitos enquanto trabalhador no Reino Unido dependem dos teus direitos legais baseados na lei geral do trabalho aprovada pelo Parlamento e do teu contrato de trabalho. No entanto, este último não pode te tirar nenhum direito que pela lei geral do trabalho tens, mas pode sim incrementar esse direito. Por exemplo: o teu contrato de trabalho não pode dizer que tens direito a 3 semanas de férias pagas por ano pelo que o mínimo de férias pagas previsto na lei geral para trabalhadores a tempo inteiro é de 28 dias. Porem ele pode dizer que tens direito a 35 dias de férias pagas, e aí o teu contrato de trabalho prevalecerá sobre a lei geral. A lei geral, o chamado "Statutory rights", preve vários direitos base a todos os trabalhadores por conta de outrem, salvo excepções, direitos que em qualquer caso devem ser respeitados pela entidade patronal.

  2. Horas de trabalho e descansos: A maioria dos trabalhadores têm o direito de poderem não trabalhar em média mais de 48 horas semanais. Trabalhadores noturnos não podem trabalhar mais de uma média de 8 horas num período de 24 horas. Trabalhadores adultos (18 anos ou mais) têm direito a 1 dia de folga por semana. Trabalhadores com idades entre 16-18 anos (trabalhadores adolescentes) têm direito a 2 dias de folga por semana. Trabalhadores adultos têm direito a 11 horas consecutivas de descanso diário e no minimo 20 minutos de pausa durante o horário de trabalho quando superior a 6 horas. O traba lhador adolescente tem direito a 12 horas diárias consecutivas de descanso e um minimo de 30 minutos de pausa durante o horário laboral quando superior a 4 horas e meia.
     
  3. Quanto tempo de férias pagas podes tirar: se o teu contrato teve início após 1 de Abril de 2009 tens direito a 5.6 semanas de férias por ano se trabalhares full-time ou o proporcional se trabalhares part-time. Contratos anteriores à data acima terão direito a 4.8 semanas/ano. Para saberes quantos dias terás direito por ano basta multiplicares 5.6 pelo número de dias que trabalhas por semana tendo em conta que em nenhuma circunstância poderás tirar mais do que 28 dias (a menos que estipulado em contrato). Por exemplo se trabalhares 10 horas por semana = 5.6 X 10 = 56. Terás direito a 56 horas de férias pagas por ano. Se não trabalhares aos feriados e se estes te forem pagos, os mesmos contam como dias de férias. Sendo que em Inglaterra existem 8 feriados, no caso de teres direito a 28 dias de férias apenas poderás usufruir a teu belo prazer dos restantes 20 dias tendo em conta que 8 deles são gastos em feriados.

    Estas leis são aplicadas às situações mais comuns de contratos de trabalho. Existem excepções a elas que podem ser consultadas aqui.
    Em breve divulgaremos mais algumas leis que não deves perder de vista.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

FAQs de quem quer emigrar [ A escola dos filhos e o trabalho dos pais ]


As perguntas são muitas e variadas e muitas vezes até já foram dadas as respostas aqui no Sunny Dot. Por isso decidimos, em jeito de recapitulação ou de organização, para que não seja demasiado exaustiva a vossa busca aqui no blog, criar uma nova categoria "FAQ" que podem encontrar no menú das CATEGORIAS à vossa direita.
Vamos criar uma série de posts onde iremos, da melhor maneira possível, responder às perguntas que mais frequêntemente vocês colocam ou por escrito ou nas consultas via Skype.
Porque esta é uma preocupação genuina e de primeira instância vamos começar com a  compatibilidade entre ter filhos em idade escolar e a necessidade que normalmente o casal tem de trabalhar:

Como fundiona o sistema escolar em Inglaterra? A partir de que idade poderei colocar o meu filho na escola? Existem opções válidas para o colocar depois da escola sendo que poderei estar ainda a trabalhar?
Há creches que aceitam bebés pequenos normalmente a partir dos 6 meses porém as mais comuns só abrem a porta a crianças dos 2 aos 5 anos. Em qualquer dos casos a oferta é normalmente muita mas a procura é imensa e por isso existem, na maioria das vezes, listas de espera. Qualquer criança a partir dos 3 anos tem direito a 15 horas semanais de creche/pre-escola pagas pelo Estado.
Conforme já falámos aqui a idade de ingresso para a escola pode variar entre os 4 e os 5 anos de acordo com a data de nascimeno da criança. 
O período de aulas pode variar de escola para escola mas começará entre as 8 e as 9 da manhã e terminará entre as 3 e as 4 horas da tarde. As crianças ficarão na escola cerca de 6 a 7 horas seguidas. 

Tendo em conta que um horário normal de trabalho será normalmente 8 horas e tendo em conta que a criança fica na escola 6 horas no mínimo a melhor opção e a mais barata será jogar com os horários de trabalho do pai e da mãe de modo a que estejam disponíveis alternadamente para irem buscar a criança. Outras opções: há escolas que têm clubes após o tempo de aulas, como alternativa, mas mais dispendiosa, há locais, muitas vezes funcionam também como creches, que também promovem estes clubes após o horário escolar, as amas (childminder) também são uma opção viável e muito usada.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O que 2 anos podem mudar numa vida


Faz no sábado 2 anos e um mês que cheguei ao Reino Unido. Trazia comigo uma mala cheia de sonhos e uma vontade enorme de conquistar. Recordo-me como se fosse hoje a chegada ao aeroporto, a chuva que batia na vidraça afirmando um dia de Inverno. Os dias que antecederam a partida foram de ansiedade, insegurança e algum medo. Medo porque estaria sózinha nesta aventura, iria sair da minha zona de conforto, porém estava determinada, sabia que, embora indo em busca de algo ainda desconhecido, aquele era o meu caminho.
Hoje, e passados mais de 2 anos, muita coisa mudou na minha vida. Reuni condições para trazer as minhas filhas para junto de mim. Felizmente a adaptação foi pacífica e aos poucos tudo se foi encaixando naturalmente.
Aprendi que se formos à luta, com determinação e persistência, os objectivos vão sendo alcançados, até o que à primeira vista parece impossível de alcançar, se torna possível.
A minha vida deu uma volta de 180 graus a nível pessoal e profissional. A nível pessoal redescobri-me a mim própria e embora a nível profissional haja muito ainda para fazer sei que se estivesse no meu País de origem não teria tantas oportunidades como tenho aqui.
Fiz amizades para a vida e hoje são a minha família de coração. O meu mundo ficou certamente mais rico. A minha experiência tem sido muito positiva. Estou feliz e segura do que quero para o meu futuro!

Background photo by | Foto de fundo por: 89 home

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Viajar de carro com crianças

 

Hoje escrevo-vos um texto pessoal resultado de uma experiência particular e recente, não revelará nada mais do que a realidade de uma família portuguesa, emigrada em Inglaterra e que decide ir de férias a Portugal. Dirão vocês: que tem isso de especial? De facto nada tem de especial ou de novo. Ou talvez não tenha nada de especial para quem já fez esta viagem de carro com 2 crianças pequenas e saberá bem com o que poderá contar. Este testemunho é porém para aqueles que nunca o fizeram mas que, volta e meia, até se lembram de que talvez não fosse má ideia.
Neste sentido venho partilhar algumas ilações que retirei da minha experiência pessoal. No dia 14 de Outubro saí de casa em Kent, Inglaterra, rumo a Portugal. No carro eramos 4, eu, ele, a mais nova de quase 2 anos e a mais velha de quase 4 anos. Resolvemos sair ao fim do dia porque achámos que conseguiamos aproveitar a noite para fazermos a maior parte do percurso de França com elas a dormir e desta forma parariamos menos vezes. De facto, pouco depois de entrarmos em França as pequenas dormiram umas 4 a 5 horas seguidas, o que nos permitiu um grande avanço, mas o certo é que uma noite a dormirem no carro deixou-as mal dispostas e chatas tornando a viagem durante o dia num autêntico pesadelo. Desde vomitarem, comerem mal, mal dormirem e não pararem de reclamar, gritar e chorar, tivemos um puco de tudo. A mais velha até se portou mais ou menos, dadas as circunstâncias acho que não poderia pedir mais. Já a mais nova... 
A viagem de regresso correu um pouco melhor, ficámos algumas horas num hotel onde conseguimos descansar com maior conforto, especialmente elas, e a viagem decorreu mais à luz do dia tornando-se menos chata para elas e consequentemente também para nós.

Conclusões que tirei desta aventura:
  • o avião não nos dá a verdadeira noção do quanto estamos distantes do nosso país de origem
  • viajar com crianças pequenas é completamente diferente do que viajar sózinhos ou com crianças/adolescentes que já não precisem de cadeira de segurança.
  • não viajar longas distâncias com crianças de idade inferior a 3/4 anos
  • viagens que necessitem de mais de 12 horas até ao destino devem ser intervaladas com noite em hotel (mesmo que seja apenas uma dormida de 5 ou 6 horas)
  • evitar tablets, filmes e livros no caso de crianças que enjoem com facilidade, bonecas e carros também são um bom meio de os entreter sem enjoarem tão facilmente
  • evitar que as crianças comam muito no carro, parar para fazer as refeições principais é a melhor forma de ter uma melhor alimentação, além da oportunidade perfeita para esticar o corpo.
  • os meses de primavera e verão são as melhores alturas para fazer este tipo de viagens longas, a claridade mantem-se por mais tempo fazendo-se a maior parte da viagem de dia, além da probabilidade de apanhar melhor tempo ser maior.
  • usar as cadeiras de segurança para crianças na posição mais vertical possivel.
Background photo | Foto de fundo:  Jake Olson Studios

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Dicas para fazer um CV eficaz em Inglaterra


Esquece o modelo europeu, a fotografia e o número de bilhete de identidade. Aqui o CV é simplificado e resume-se ao essencial. Nos teus dados pessoais deve constar nada mais do que o teu nome, contacto telefónico, email e morada. Excepto em casos de trabalhos em que o aspecto físico e a idade sejam requisitos obvios no critério de selecção, como no caso de trabalhos como modelo, actor/atriz, etc., nunca se deve incluir a fotografia no nosso CV. O intervalo de idades em que estás inserido é fácilmente encontrado através do ano em que frequentaste os diferentes graus de escolaridade, pelo que, incluir a idade ou data de nascimento nos dados pessoais é sobrevalorizar um aspecto descriminatório à partida.
Do CV deve ainda fazer parte um excerto de texto descritivo das tuas qualidades que se evidenciam na resposta ao anúncio em questão. Este deve ser não mais do que um parágrafo e deve relacionar as tuas qualidades pessoais e profissionais com o cargo em causa. Neste texto deves convencer o empregador de que o teu perfil profissional e pessoal é de maior valor para a sua empresa do que qualquer outro que lhe venha cair às mãos. É muito provável que, embora se esteja a falar de um texto curto, seja aquele que te leve mais tempo a elaborar. Faz a tua apresentação com calma e inteligência. Em situações em que não te seja possível enviar uma carta de apresentação, este pequeno parágrafo fará a diferença entre o teu CV ir directo para o lixo ou ser lido até ao fim.

A partir daqui a elaboração do teu CV depende essencialmente da tua situação actual e do teu objectivo. Estás a fazer um "break" na tua carreira e procuras agora retomar a tua vida profissional? Queres encarar um novo desafio e mudar de profissão? Chegou a hora de te candidatares ao cargo dos teus sonhos dentro da empresa onde trabalhas? Acabaste a faculdade e procuras agora integrar-te no mundo do trabalho? Consoante for a tua situação deverás dar mais ou menos enfase ao teu percurso académico ou ao profissional. Aqui te deixamos alguns links que te poderão ajudar a escolher o formato de curriculo ideal para ti (se fizeres uma pesquisa no Google encontrarás mais):
Cada link tem disponível "templates" que oferecem uma base para ajustares à tua realidade a fim de criares tu um CV vencedor. Sê sucinto, um curriculo com mais de 2 páginas é ineficiente, se poderes dizer o mais importante numa só página tanto melhor. Usa todo o teu sentido de coerência, sensatez e espirito critico.
Boa sorte e não desistas nunca!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Dicas para aprender inglês ao chegar a Inglaterra

 

Sabes que será mais fácil emigrares para um país de lingua inglesa porque essa é a lingua com a qual mais te identificas, tens contacto e até aquela que estudaste mais na escola e ainda no curso extra que teimaste em tirar apenas porque sim. Decides-te pela Inglaterra porque para a América é difícil visa e a Austrália fica muito fora de mão. O que tu não sabes é que quando pisas este país pela primeira vez chips são crisps, o wc é loo e as cookies são biscuits. Não entendes uma palavra da maneira arrastada como vão juntando palavras e a mistura de sotaques é tanta que te é difícil familiarizares com todos, acabando por mal entenderes um.
Desanimado pensas que estás num país cinzento de gente mal humorada que afinal nem a lingua consegues falar. Mas não é nada assim. Nem o país é cinzento porque a paisagem até é bem verde e carregadinha de tijolinhos vermelhos, nem as pessoas são assim tão mal encaradas, apenas ficam na delas e perguntam-te "Are you alright?" se lhes parecer que poderás precisar de ajuda, no final descobres que ninguém fala bem a lingua, nem mesmo os ingleses, e que tu vais ser apenas mais um.
Nem tudo é mau e com tempo consegues digerir melhor o que te vão dizendo e para que isso aconteça de forma mais rápida segue estas dicas que deixamos para ti:
  1. Vê sempre televisão inglesa com as legendas (em inglês) ligadas, se te aperceberes de alguma palavra que não conheças escreve e procura no dicionário mais tarde.
  2. Ouve as notícias da rádio. Se um dia conseguires perceber todo um bloco noticiário de rádio então podes ter a certeza que já poderás falar com a operadora do serviço ao cliente da maioria da companhias de telecomunicações.
  3. Ouve as tuas músicas preferidas e tenta decifrar as letras, tenta entendê-las de ouvir e escreve-as num papel. depois procura a letra na internet e verifica o que erraste e o que conseguiste acertar. Canta-as e trabalha a velocidade a que consegues dizer as palavras, normalmente as letras das músicas são ditas a corer e cheias de abreviaturas, tal e qual como os ingleses normalmente falam.
  4. Não tenhas medo de falar e errar, depressa perceberás que não és a única a falar menos bem a língua. Se estiveres atenta vais te familiarizando com as várias variantes que os ingleses, e não só, vão criando para dizer a mesma palavra.
  5. Lê, lê muito. Passa o teu computador para inglês, o teu telemóvel, os programas que usas no teu dia a dia, o facebook, pesquisa em inglês e vê os resultados das pesquisas também em inglês. A leitura é a melhor forma de trabalhares e melhorares a forma escrita da língua. É também a melhor fonte para aprenderes novo vocabulário.
  6. Escreve, passa a escrever maioritáriamente em inglês, até mesmo os teus posts no facebook.
  7. Em ultimo caso, se todas as anteriores falharem ou forem insuficientes para o nível de inglês que precisas e te deixa satisfeito, tens sempre inumeros cursos espalhados por todo o Reino Unido, muitos deles parcialmente financiados, especialmente direccionados para quem não tem o inglês como primeira língua.
Mais importante que tudo é mesmo não desistir. A persistência e confiança são fundamentais. Vai em frente, tu és capaz!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

7 requisitos no aluguer de casa em Inglaterra

 
Há distância de um clic encontramos uma grande variedade para quem procura alugar casa, flat, estúdio ou mesmo um quarto. Websites como o Gumtree, Moveflat, Spareroom, Rightmove, Zoopla, Prime Location, etc, têm uma vasta oferta para quem procura uma solução para o seu problema. .
Mas se encontrar a casa certa é um desafio juntar os requisitos exigidos para a alugar é, muitas vezes, um pesadelo. Para que não entres nesta fase da tua vida totalmente às escuras, aqui deixamos os 7 mais solicitados na hora de alugar uma casa:
  1. Antes de tudo é necessário ter algum dinheiro para investir, alugar uma casa fica caro principalmente porque além do contrato, é necessário pagar pelo inventário, depósito e o trabalho da agência. O montante ronda as £300-£500. Este valor poderá oscilar dependendo da zona e da agência.
  2. O Senhorio pede normalmente referências, o intuito é obter informações sobre a credibilidade da pessoa e certificar-se que os dados referêntes ao trabalho/rendimentos são verdadeiros e confiáveis.
  3. São necessários alguns documentos como por exemplo o cartão de identidade, comprovativo de endereço dos últimos 3 anos de residência (extracto bancário ou um recibo de um serviço público), detalhes referêntes ao ordenado e ao empregador.
  4. Geralmente o Senhorio pede também um depósito ou caução que equivale normalmente ao valor de uma renda, podendo oscilar no máximo até duas rendas Este valor irá salvaguardar algum dano que possa ocorrer durante a estadia do inquilino, sendo que se não ocorrer nenhum prejuízo ou dano no interior da habitação e se todas as rendas estiverem em dia, esse valor será devolvido ao inquilino na cessação do contracto.
  5. Ao procurar uma casa para alugar há que ter em consideração que o valor anual da renda não deverá ser mais alto que 30% do rendimento familiar anual para que seja garantido o sucesso do acordo. Se o valor for superior aos 30% do rendimento familiar existe a possibilidade de o senhorio solicitar um fiador como forma de precaução.
  6. Deve ser efectuado sempre um contrato por escrito devidamente assinado pelas duas partes. O contrato deve incluir uma declaração da empresa responsável pela gestão do depósito, assim como uma cópia do inventário. Estes são um conjunto de documentos vitais para se proteger e garantir as responsabilidades tanto do proprietário como do inquilino (tu).
  7. Antes de assinar o contracto é imprescindível que este seja lido detalhadamente para confirmar tudo o que nele está registado, salvaguardando posteriores surpresas.
Tendo estes requisitos em mente terás o essencial para alugar uma casa. Boa sorte!





quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Dicas para usar o Consulado Português em Londres


Não sei quanto a vocês mas a minha relação com o Consulado Português em Londres é no minimo complicada. Sempre que preciso de ir lá por este ou aquele motivo acontece sempre alguma novidade, ou os computadores não trabalham, ou é a internet, ou falta a eléctricidade... são mil e um os motivos pelos quais tenho de passar lá o dia todo mesmo que tenha marcação para as 9 da manhã.
Se esses e as oscilações de humor do pessoal que lá trabalha são circunstâncias que não conseguimos controlar, talvez seja inteligente darmos atenção a alguns detalhes que podemos controlar e que nos podem tornar a experiência menos dolorosa e com sorte até aprazível.
Hoje trazemos ao blogue algumas dicas para o melhor uso do nosso Consulado por estas bandas.

1 - Não ir ao consulado tratar de nada sem fazer uma marcação primeiro (excepção para títulos únicos de viagem e levantamento de documentos)
2 -  Marcações são feitas online, Para tal terás de possuir um número de identidade. Não fazer duas marcações com o mesmo objectivo com o mesmo número de identidade para o mesmo dia. A segunda marcação anulará a primeira e embora receba dois emails a confirmar as duas marcações uma delas foi automáticamente cancelada sem qualquer envio de email de cancelamento.
Por exemplo: se precisares de fazer o primeiro cartão de cidadão da tua filha e aproveitares para fazer o teu também, faz a marcação do teu com o teu nome e número de identificação e o da tua filha com nome e identificação do pai, do tio, do entiado, do vizinho... mas nunca o teu.
3 - Levar sempre impresso o email de confirmação da marcação
4 - Levar todos os documentos por eles solicitados mesmo as certidões de nascimento que eles dizem que podem tirar eles. Ou então confirma préviamente com o registo da tua localidade de nascimento em Portugal se a tua certidão já está informatizada.
5 - Fazer as marcações para antes das 11 horas. Marcações feitas para depois desta hora correm o risco de ter de ficar para a tarde e teres de ir arranjar um banco de jardim para passares a hora em que o consulado fecha e mete toda a gente na rua sem apelo nem agravo, sem mesmo um pedido de desculpa. O consulado fecha das 13 às 14, deve ser o único edifício "público" a fechar para almoço neste país (Inglaterra).
6 - Saber antecipadamente o valor que terás de pagar e levar em dinheiro. Se fores tratar da documentação da familia toda ao mesmo tempo é melhor levares um cofrinho! Este serviço ainda vive na pré-história e não tem multibanco nem aceita cheques.
7 - Para tratar de registos de nascimento não fiques à espera que te chamem na sala de espera do piso térreo. Sobe directamente para o andar respectivo e faz-te anúnciar.
8 - Embora o mail de confirmação para marcações de registo de nascimento não o mencione, leva fotos tipo passe do teu bebé.
9 - Leva tempo e paciência também porque te vai ser muito útil.

Background photo by | Foto de fundo por: Carlos Resende

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Transferir dinheiro para Portugal


São inumeras as razões que nos podem levar a precisar de enviar dinheiro para portugal, as nossas raízes estão lá e vimos com intensão de nos mudarmos definitivamente.
Eu própria já o tive de fazer e após pesquisar um pouco sobre esse assunto constatei que algumas agências de transferência de dinheiro como Moneygram, Moneyone, LCC e Western Union cobram uma taxa de serviço que varia entre £3 a £12 (valores para um envio de 100£) e não podemos deixar de ter em conta que a taxa de câmbio varia.

Relativamente ao envio de dinheiro através de Bancos Portugueses presentes no Reino Unido, bancos como Banif, BCP, BES (Novo Banco), CGD, BPI, Montepio e Santander nenhum deles cobra taxa de serviço para Portugal mas para tal precisarás de uma "conta fantasma" aqui em Inglaterra que possa servir de intercambio quando envias para a conta do mesmo banco em Portugal. Esta será a melhor opção para quem quer transferir dinheiro da sua conta inglesa para a sua conta portuguesa. O processo é simples: trasferimos dinheiro directamente para a nossa "conta fantasma" e alguns dias mais tarde este ficará disponível na nossa conta do banco do mesmo nome em Portugal, temos apenas de ter em consideração as taxas de conversão da moeda.

Outro serviço muito utilizado nos dias de hoje é o Paypal sendo este um sistema electrónico de transacção de dinheiro. Este sistema permite fazer pagamentos de bens e serviços assim como transferir dinheiro para outros usuários paypal. Em geral as contas paypal encontram-se ligadas a contas bancárias para as quais o dinheiro poderá posteriormente ser transferido. É um sistema prático, gratuito e acessível em toda a parte do mundo.

Recentemente utilizei a Transferwise para fazer uma transferência para Portugal. Posso dizer-vos que fiquei satisfeita com o serviço e o valor pago foi bastante acessível.

Background photo by | Foto de fundo por: Ben Giesbrecht

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

A relação avós e netos nas famílias emigradas


Se era rotina ver os avós que moravam a alguns minutos de casa e que tanto apreciavam as brincadeiras e gargalhadas das netas, quando se emigra a vida toma outra proporção. A verdade é que, quando emigramos não temos a verdadeira noção do quanto a presença diária dos avós pode ser importante e útil. 
Os avós passam a ser pessoas menos presentes e com os quais se partilha algumas horas do dia, da semana ou do mês para quem tem sorte e saber em usar as novas tecnologias. Não há como evitar, as relações entre avós e netos mudem e por muito que os avós não sintam da mesma maneira os netos com certeza vão sentindo menos a falta e quem acaba por notar mais a ausência dos avós/seus pais são mesmo os pais das crianças, não só por falta de opções no que diz respeito a coisas práticas como onde deixar os miúdos quando se trabalha, ou quem os pode ir buscar à escola quando se atrasam, mas também no que diz respeito a gerir a saudade crescente dos avós com o crescente desinteresse dos netos.
É talvez difícil para os avós conseguirem entender e mesmo aceitar mas é inevitável que aconteça. As crianças vão crescendo e, mesmo sem quererem, os laços familiares vão se distanciando e muitas vezes perdendo. Os avós passam a ser pessoas que não participam da vida da criança e esta tende a esquecer os poucos momentos que tem oportunidade de passar com eles. Das suas vidas fazem parte outras pessoas com quem convivem diáriamente e que melhor conhecem as suas necessidades e rotinas. 

Por sua vez, os avós, sedentos pelos netos, procuram algum apoio, carinho e atenção nos breves minutos que as tecnologias e o tempo disponível dos pais permitem. Tantas vezes vivem à espera do dia de os ver, mesmo que à distância, criam expectativas elevadas e ganham tantas vezes apenas um "olá" e um "adeus". Sentem-se muitas vezes incompreendidos e também eles têm dificuldade em pôr-se no lugar da família que emigrou e tentar compreender que também para a família toda esta mudança não é pacifica.
Vai cabendo assim aos pais a difícil, e tantas vezes (quase) impossivel, tarefa de tentar manter algum tipo de ligação entre estas duas gerações a par com tudo o resto: educar, aturar humores da adolescencia, saber lidar com as carências do seus pais (os avós), ajustar a agenda e todos os afazeres com os minutos diários ou semanais de skype, trabalhar, ter tempo para eles próprios, etc, etc, etc...

Isto de ser emigrante tem os seus prós e contras, como tudo na vida, se se ganha em certas coisas, perde-se noutras. A separação que a emigração tem proporcionado às famílias, e agora falo também entre marido e mulher, pais e filhos, avós e netos, primos... é sem dúvida uma parte muito negativa de uma necessidade (a de emigrar) cada vez mais proiminente nas famílias (especialmente) portuguesas.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Insta #001


Uma semana de instagram e o que vamos partilhando por lá:
A preparação do primeiro post após férias | o céu ao contrário | os passeios dos Domingos de sol | reflexos num dia de compras |o céu azul de Inglaterra |  | um parque a visitar


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Sunny Dot - nova temporada


Na passada segunda-feira foi dia de reunião. Depois de uma semana de férias desligadas por completo do SD e após um mês a meio gás, pareceu-nos indispensável reunir antes de voltarmos ao activo. Analisámos os últimos meses, desde que retomámos o SD, o saldo tem sido francamente positivo, mas comecemos pelo começo:
O BLOG SUNNY DOT, já vai fazendo parte da vida dos Portugueses espalhados pelo Mundo e também daqueles que vão planeando a partida para uma nova aventura. Porém este não pretende ser um blogue unicamente de e para emigrantes. Este é um espaço de mudança. Um cantinho de reconhecimento e motivação para todos os que procuram lutar pelos seus objectivos, para todos os que, ainda e mais do que nunca, se atrevem a sonhar.
O blogue do Sunny Dot tem tido uma enorme aceitação e carinho da vossa parte e nós não vos queremos de modo algum deixar ficar mal. Por isso estamos a levar a cabo uma pesquisa no sentido de descobrirmos os temas que mais vos interessam e com os quais se relacionam melhor. Estamos abertas aos vossos comentários e sugestões no sentido de melhor irmos ao encontro das vossas necessidades e interesses. Digam-nos tudo, somos todas "ouvidos" - leia-se "olhos".

AS REDES SOCIAIS, não tão proiminentes como o blogue, a nossa página do facebook tem crescido lentamente mas com seguidores atentos e interessados. Não iremos alterar muita coisa por aqui mas é sem dúvida um espaço que, se ainda não segues, aconselhamos-te a seguires. É lá que conseguirás ter acesso a todas as acções que vamos divulgando em todas as frentes, lá e no nosso Twitter. O Twitter é o nosso meio de divulgação geral de tudo o que vamos publicando no Sunny Dot mas também um espaço de divulgação de tudo o que achamos poder ter interesse ao nosso público alvo, portanto a ti... não deixes de nos acompanhar também por lá.
Temos ainda uma conta de Pinterest onde reunimos coisas interessantes para o lazer e para te ajudar a alcançar os teus objectivos, passa por lá e fica atento às ideias que vamos "pinando". E finalmente chegou a hora de lançarmos o Instagram. A primeira imagem foi públicada no dia da reunião. Lá partilharemos a parte mais "escondida" desta aventura. O quotidiano, os bastidores, os momentos de maior saudade e nostálgia, o aqui (Inglaterra) e o lá (Portugal) e as coisas que vamos encontrando pelo nosso caminho enquanto perseguimos sonhos e... vivemos.

OS SERVIÇOS, foram o ponto fulcral da reunião. A partir de Novembro tinhamos previsto lançar alguns serviços que estavamos a preparar para vocês, que querem mudar de vida e ir em busca dos vossos sonhos. Chegámos no entanto à conclusão que não iremos conseguir manter a dinâmica do blogue, o serviço "Inform for Change" que tem tido algum sucesso e todos os outros que criámos e estavamos a preparar para lançar. Decidimos então, com alguma pena nossa mas com a certeza que seria o melhor para o Sunny Dot e principalmente para quem nos procura, abdicarmos de todos os serviços excepto o "Inform for change". Este serviço de consulta é o que melhor vos poderá ajudar a tomarem as vossas decisões de forma mais fundamentada e realista. A consulta para a mudança, a par com o que vamos públicando no blogue, serão as ferramentas necessárias para que encontrem a motivação que precisam para mudar a vossa vida, tudo o resto fica mais fácil quando, com determinação, abraçamos realmente a mudança.

Assim nos preparámos para mais uma temporada Sunny Dot. O SD fará mais um intervalo este ano, na semana entre o Natal e o Ano Novo, até lá será sempre a bombar, não nos percam de vista!

Background photo by | Foto de fundo por: Jansje Klazinga via VTwonen 

terça-feira, 11 de agosto de 2015

As 10 melhores praias do Reino Unido


Agosto é o mês das férias por excelência, a maioria dos emigrantes regressam à sua terra natal, porém nem todos nós temos essa sorte, ou essa vontade e disponibilidade. Não quer dizer no entanto que também não tenhamos direito a um bom tempo de lazer, assim o sol o permita.
No que diz respeito a locais para nos banharmos e apanharmos um pouco de sol (quando há) o Reino Unido também tem os seus encantos. Hoje deixamos aqui as 10 melhores praias do Reino Unido, aproveita que ficaste  por cá e vai conhecendo os encantos onde vives:

  1. Baia de Rhossili, Gower, País de Gales
  2. Praia de Woolacombe, Woolacombe, Devon
  3. Praia de Porthminster, St. Ives, Cornwall
  4. Hengistbury Head, Bournemouth, Dorset
  5. Praia de Perranporth, Perranporth, Cornwall
  6. Praia de Longsands, Tynemouth, N Tyneside
  7. Praia de Weymouth, Weymouth, Dorset
  8. Praia de Fistral, Newquay, Cornwall
  9. Sandbanks, Poole, Dorset
  10. Praia de Nairn, Nairn, Escócia
Talvez não seja a mesma coisa mas é bem melhor que nada. Boas férias!

Background photo by | Foto de fundo por: Cereal

terça-feira, 28 de julho de 2015

Diferenças culturais que nos fazem gostar


Serão, Portugal e Inglaterra, dois países com muito ou pouco em comum? Sendo ambos Europeus as semelhanças culturais, à partida, poderão parecer minimas, porém, quem vive em Inglaterra e já viveu em Portugal, sabe que nem tudo o que parece é. E, aparte das diferenças óbvias, existem muitas que não notamos numa simples visita, mas que fazem uma enorme diferença quando se opta por viver cá. O dado está lançado... quais as diferenças culurais entre Portugal e Inglaterra? Nós reunimos algumas que partilhamos hoje aqui:
  1. É do conhecimento geral que em Portugal, no que toca à circulação de veículos, quase por tudo e por nada estamos sujeitos a um buzinão. Na Inglaterra a condução é muito mais calma e tranquila e são raras as vezes em que ouvimos uma buzina, aqui impera o civismo e bom senso e até mesmo, talvez, o pôr-se no lugar do outro. Se formos a ver buzinar não resolve nada e ainda piora a situação, certo?
  2. A nível alimentar, verificamos uma enorme mudança, se em Portugal temos uma vasta gastronomia com sabores característicos de região para região, na Inglaterra deparamo-nos com um pequeno-almoço provido de bacon, feijão, ovo frito e tomate.Uma refeição a sério! Outra particularidade, por terras de sua majestade, é o chá com leite que é degustado diariamente e com muita frequência ao longo do dia. Todos os motivos são motivos para chá!
  3. No correr do dia a dia não parecem  muito preocupados com o que comem, nem perdem muito tempo a pensar do que vão fazer para o almoço, o lanche, o jantar... ao almoço são capazes de comer uma sandes ou uma sopa na meia hora de intervalo que têm para almoçar e a refeição principal faz-se ao fim do dia, entre as 17 e as 18 horas, uma hora que permita meter as crianças bem cedo na cama.
  4. O Sol é tímido por estas bandas, pelo que, sempre que ele espreita, é frequente vermos as pessoas em parques desfrutando com (ou sem) as crianças entre conversas e risadas seja ao fim-de-semana ou mesmo durante a semana, o trabalho pode esperar mas o sol não espera! E não espera mesmo porque de manhã pode acordar lindo e maravilhoso e à hora de almoço já estar carregadinho de nuvens. O facto é que o sol trás outra energia às pessoas e é assumido como um luxo e não um bem adquirido. Dia de sol significa sempre andar na rua, seja uma ida ao parque, uma caminhada, um picnic, deitar na relva ou mesmo uma corrida.
  5. Os Ingleses são em geral pessoas poupadas e gostam de jogar pelo seguro. Poupam para a reforma, poupam para viajar, poupam para a faculdade dos filhos... e o que não poupam gastam em seguros: seguro de vida, seguro da casa, seguro do recheio, seguro para os animais, seguro, para tudo e mais alguma coisa, não vá o diábo tecelas. Há ainda Ingleses para os quais viajar e conhecer outras culturas se torna vital. Estes são capazes de passar um ou dois anos inteiros a trabalhar para juntar dinheiro suficiente para poderem tirar alguns meses de férias noutro País. Estes inserem-se mesmo comunidade de destino e numa tentativa de experiênciar outros estilos de vida, chegando mesmo a familiarizarem-se com o idioma, habitos alimentares, religiosos, etc.
  6. Na Inglaterra não vimos animais errantes ou mal tratados. Neste país os animais merecem respeito. De uma maneira geral o respeito pelo próximo e pela sua liberdade de escolha está implicita na educação e cultura inglesa e com os animais não será diferente.
Esta é a realidade que temos, baseada na experiência de viver nos dois países. Como tudo na vida, tem aspectos positivos e negativos, o importante é saber lidar com eles, tirando o melhor partido.

Background photo by | Foto de fundo por: Ronya Galka

terça-feira, 21 de julho de 2015

Entrevista via Skype


As entrevistas por Skype são cada vez mais usadas, especialmente em empresas que pretendem recrutar pessoas oriundas de outros países.
Para o entrevistador este tipo de entrevista é perfeita porque gere a  sua economia com logística e agilidade permitindo várias entrevistas num curto período de tempo. Mesmo à distância, se houver interesse por parte da empresa, esta assegurará uma entrevista presencial posteriormente.

Para o candidato a preparação para este tipo de entrevista é diferente das outras entrevistas de que já falámos aqui e aqui, pelo que vos deixamos algumas dicas que vos poderão, eventualmente, ajudar:
  • Olha para a câmara e não para o monitor, é necessário manter o contacto visual para que do outro lado a pessoa tenha a certeza que estás atento à entrevista e interagindo com ela.
  • Veste-te adequadamente, mesmo estando em casa a entrevista é de cariz profissional e por isso exige uma vestimenta adequada à situação. Imagina que por algum motiva necessitas de te levantar durante a entrevista e de repente vê-se o teu calção florido. Inaceitável! Veste-te por completo como se de uma entrevista presencial se tratasse.
  • Escolhe um cenário tranquilo (sem fundo), para que sejas tu o foco e não a envolvente. Mantem o ambiente neutro.
  • Faz um teste. Se não estás muito à vontade com a câmara e o Skype convoca um amigo e realiza uma vídeo chamada para te familiarizares com todas as funções do Skype, incluindo o som, o monitor, etc. Evita assim que não hajam distracções e nervosismos na hora da entrevista.
  • No decorrer da entrevista assegura-te que não tens outros programas ligados no computador, estes podem causar interropeções e demonstram pouco profissionalismo.
  • Mantém um nível profissional. Ao contrário de uma entrevista pessoal, a primeira impressão que vais passar não vai ser as palavras ou acções. A primeira coisa que o entrevistador vai ver é o teu nome de usuário no Skype assim como a imagem do teu perfil, por isso certifica-te que estão adequadas à imagem séria e confiável que queres passar.
  • Nem todos os gestos são captados pela câmara, cuidado com as expressões corporais, as que passam para o monitor serão muito mais definitivas na opinião que o entrevistador construirá a teu respeito.
  • Certifica-te que o entrevistador está envolvido, pára de vez em quando e observa se o entrevistador está a acompanhar o que estás a dizer, é fundamental captar a atenção do entrevistador
Para que tudo corra bem é necessário uma preparação prévia e embora este tipo de entrevista possa ser realizada em casa, os detalhes não devem ser esquecidos. Posto isto... boa sorte!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Feedback



Hoje é um dia diferente. Não preparei um texto bonito, não criei um tema apelativo, não tenho nenhuma informação bombástica para dar nem mesmo uma novidade acabadinha de sair do forno.
Aqui no Sunny Dot tentamos ser mais ou menos organizadas. Somos apenas duas para muitas tarefas diárias, semanais e mensais:  trabalho de divulgação, escrita de posts, pesquisa (muita pesquisa), brainstorming de ideias, resposta a emails e resposta aos serviços que temos aos quais vocês vão aderindo timidamente mas consistentemente.

Hoje inauguramos o separador "FEEDBACK" e por esse mesmo motivo acho que esse é um tema suficientemente importante para escrevermos sobre qualquer outra coisa que não seja o nosso feedback ao vosso feedback.
Nem sempre é fácil arrancar críticas construtivas e positivas. Mas se soubessem o quanto nós gostamos de vos ver felizes, entenderiam que para nós é de extrema importância "ouvir" o que têm para dizer, não só para mantermos o que está bem mas principalmente para melhorarmos o que não correspondeu às expectativas.
Aproveitamos ainda este momento para agradecermos aos que têm confiado em nós e nos têm acompanhado e adquirido as ferramentas e serviços que temos ao dispôr. Vocês têm sido fantásticos!