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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Como estruturar a tua cover letter


A semana passada falei de alguns pontos a ter em conta na elaboração de uma carta de apresentação que funcione no Reino Unido. Hoje vou vos deixar aqui dicas de como a estruturar de forma a que consigas em poucas palavras dizer o essencial.
  1. Parágrafo de abertura: deve ser curto e implacável. Começa por uma frase que explique o porquê de estares a escrever: a posição a que te candidatas; o anúncio ao qual estás a responder, onde o encontraste; se foste indicado por outra pessoa,  a inclusão do nome dela e cargo/secção de trabalho serão uma mais valia. Aqui ficam alguns exemplo já em inglês:

    • In response to the advertised position in The Guardian on 9th October, please consider my CV in your search for an Architect.
    • I was pleased to hear from James Bond that you will soon have a vacancy for a Pesonal Assistant. I am very interested in this position, and I think that with my skills I could be an asset to you and your company.
    • Having recently read in the Independent of your company’s plans for expansion, I am writing to establish whether this will involve an increase in personnel. As a final year business student at Oxford University, I am seeking a position in January that will develop my marketing and finance skills.
  2. Segundo parágrafo: aqui deverás ter em mente a pergunta: Porque é que um empregador poderá ficar interessado em te contratar? Em poucas palavras descreve as tuas qualificações, profissionais e académicas, que forem mais relevantes para a posição a que te candidatas. Se estiveres a responder a um anúncio é provável que o mesmo inúmero algumas qualidades que o candidato escolhido deverá possuir, faz menção a elas.
  3. Terceiro parágrafo: destaca o que podes fazer pela empresa, nunca o inverso. Expõe o que tens ou podes oferecer de relevante para a carreira que queres perseguir.
  4. Quarto parágrafo: este deverá ser um parágrafo de indução à acção, por exemplo, disponibilizando-te para uma entrevista.
Desta forma conseguirás uma carta de apresentação bem estruturada e concisa. Boa sorte!


Background photo | Foto de fundo: Viktor Hanacek

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

As leis que qualquer trabalhador em Inglaterra deve saber


Se trabalhas no Reino Unido há coisas que deves saber para além das horas a que tens de entrar, os objectivos diários e os relatórios semanais, estou a falar dos teus direitos e deveres como trabalhador. Muitas são as vezes que nos vemos confrontados com situações desfavoráveis, sem sabermos muito bem se a justiça está ou não do nosso lado, muitas são as certezas que ouvimos dos outros e muitas são as dúvidas que mesmo assim ficam. Porque deves saber com que linhas te coses, iremos divulgar aqui no blogue os teus direitos como trabalhador por estas bandas. Aqui deixamos os teus 3 primeiros direitos que seleccionámos para hoje:
  1. Os teus direitos enquanto trabalhador no Reino Unido dependem dos teus direitos legais baseados na lei geral do trabalho aprovada pelo Parlamento e do teu contrato de trabalho. No entanto, este último não pode te tirar nenhum direito que pela lei geral do trabalho tens, mas pode sim incrementar esse direito. Por exemplo: o teu contrato de trabalho não pode dizer que tens direito a 3 semanas de férias pagas por ano pelo que o mínimo de férias pagas previsto na lei geral para trabalhadores a tempo inteiro é de 28 dias. Porem ele pode dizer que tens direito a 35 dias de férias pagas, e aí o teu contrato de trabalho prevalecerá sobre a lei geral. A lei geral, o chamado "Statutory rights", preve vários direitos base a todos os trabalhadores por conta de outrem, salvo excepções, direitos que em qualquer caso devem ser respeitados pela entidade patronal.

  2. Horas de trabalho e descansos: A maioria dos trabalhadores têm o direito de poderem não trabalhar em média mais de 48 horas semanais. Trabalhadores noturnos não podem trabalhar mais de uma média de 8 horas num período de 24 horas. Trabalhadores adultos (18 anos ou mais) têm direito a 1 dia de folga por semana. Trabalhadores com idades entre 16-18 anos (trabalhadores adolescentes) têm direito a 2 dias de folga por semana. Trabalhadores adultos têm direito a 11 horas consecutivas de descanso diário e no minimo 20 minutos de pausa durante o horário de trabalho quando superior a 6 horas. O traba lhador adolescente tem direito a 12 horas diárias consecutivas de descanso e um minimo de 30 minutos de pausa durante o horário laboral quando superior a 4 horas e meia.
     
  3. Quanto tempo de férias pagas podes tirar: se o teu contrato teve início após 1 de Abril de 2009 tens direito a 5.6 semanas de férias por ano se trabalhares full-time ou o proporcional se trabalhares part-time. Contratos anteriores à data acima terão direito a 4.8 semanas/ano. Para saberes quantos dias terás direito por ano basta multiplicares 5.6 pelo número de dias que trabalhas por semana tendo em conta que em nenhuma circunstância poderás tirar mais do que 28 dias (a menos que estipulado em contrato). Por exemplo se trabalhares 10 horas por semana = 5.6 X 10 = 56. Terás direito a 56 horas de férias pagas por ano. Se não trabalhares aos feriados e se estes te forem pagos, os mesmos contam como dias de férias. Sendo que em Inglaterra existem 8 feriados, no caso de teres direito a 28 dias de férias apenas poderás usufruir a teu belo prazer dos restantes 20 dias tendo em conta que 8 deles são gastos em feriados.

    Estas leis são aplicadas às situações mais comuns de contratos de trabalho. Existem excepções a elas que podem ser consultadas aqui.
    Em breve divulgaremos mais algumas leis que não deves perder de vista.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

FAQs de quem quer emigrar [ A escola dos filhos e o trabalho dos pais ]


As perguntas são muitas e variadas e muitas vezes até já foram dadas as respostas aqui no Sunny Dot. Por isso decidimos, em jeito de recapitulação ou de organização, para que não seja demasiado exaustiva a vossa busca aqui no blog, criar uma nova categoria "FAQ" que podem encontrar no menú das CATEGORIAS à vossa direita.
Vamos criar uma série de posts onde iremos, da melhor maneira possível, responder às perguntas que mais frequêntemente vocês colocam ou por escrito ou nas consultas via Skype.
Porque esta é uma preocupação genuina e de primeira instância vamos começar com a  compatibilidade entre ter filhos em idade escolar e a necessidade que normalmente o casal tem de trabalhar:

Como fundiona o sistema escolar em Inglaterra? A partir de que idade poderei colocar o meu filho na escola? Existem opções válidas para o colocar depois da escola sendo que poderei estar ainda a trabalhar?
Há creches que aceitam bebés pequenos normalmente a partir dos 6 meses porém as mais comuns só abrem a porta a crianças dos 2 aos 5 anos. Em qualquer dos casos a oferta é normalmente muita mas a procura é imensa e por isso existem, na maioria das vezes, listas de espera. Qualquer criança a partir dos 3 anos tem direito a 15 horas semanais de creche/pre-escola pagas pelo Estado.
Conforme já falámos aqui a idade de ingresso para a escola pode variar entre os 4 e os 5 anos de acordo com a data de nascimeno da criança. 
O período de aulas pode variar de escola para escola mas começará entre as 8 e as 9 da manhã e terminará entre as 3 e as 4 horas da tarde. As crianças ficarão na escola cerca de 6 a 7 horas seguidas. 

Tendo em conta que um horário normal de trabalho será normalmente 8 horas e tendo em conta que a criança fica na escola 6 horas no mínimo a melhor opção e a mais barata será jogar com os horários de trabalho do pai e da mãe de modo a que estejam disponíveis alternadamente para irem buscar a criança. Outras opções: há escolas que têm clubes após o tempo de aulas, como alternativa, mas mais dispendiosa, há locais, muitas vezes funcionam também como creches, que também promovem estes clubes após o horário escolar, as amas (childminder) também são uma opção viável e muito usada.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

O que 2 anos podem mudar numa vida


Faz no sábado 2 anos e um mês que cheguei ao Reino Unido. Trazia comigo uma mala cheia de sonhos e uma vontade enorme de conquistar. Recordo-me como se fosse hoje a chegada ao aeroporto, a chuva que batia na vidraça afirmando um dia de Inverno. Os dias que antecederam a partida foram de ansiedade, insegurança e algum medo. Medo porque estaria sózinha nesta aventura, iria sair da minha zona de conforto, porém estava determinada, sabia que, embora indo em busca de algo ainda desconhecido, aquele era o meu caminho.
Hoje, e passados mais de 2 anos, muita coisa mudou na minha vida. Reuni condições para trazer as minhas filhas para junto de mim. Felizmente a adaptação foi pacífica e aos poucos tudo se foi encaixando naturalmente.
Aprendi que se formos à luta, com determinação e persistência, os objectivos vão sendo alcançados, até o que à primeira vista parece impossível de alcançar, se torna possível.
A minha vida deu uma volta de 180 graus a nível pessoal e profissional. A nível pessoal redescobri-me a mim própria e embora a nível profissional haja muito ainda para fazer sei que se estivesse no meu País de origem não teria tantas oportunidades como tenho aqui.
Fiz amizades para a vida e hoje são a minha família de coração. O meu mundo ficou certamente mais rico. A minha experiência tem sido muito positiva. Estou feliz e segura do que quero para o meu futuro!

Background photo by | Foto de fundo por: 89 home

terça-feira, 6 de outubro de 2015

O que precisas saber sobre a nova política dos sacos



Entrou ontem em vigor a nova política relativa aos sacos de plástico. Todos os supermercados passaram a cobrar £0.05 pelos sacos de plástico. Os sacos que estavamos habituados a levar para casa com as nossas compras do supermercado gratuitamrnte deixaram de existir e foram trocados por sacos também de plástico mas mais resistentes e que custarão ao consumidor £0.05. Esta não é uma política nova na Europa, a maioria dos países, incluindo Portugal, já a tem em prática há algum tempo e mesmo no Reino Unido já se vem a falar dela há mais de um ano e desta vez foi mesmo de vez. 
A solução para quem não quer despender este valor, é usar sacos reutilizáveis, estes podem ser adquiridos normalmente na própria loja por cerca de £0.50 (valor que pode variar segundo a loja) ou eventualmente reutilizar aqueles que anteriormente adquiriu gratuitamente, enquanto forem durando. A nova lei não abrange os espaços comerciais nos aeroportos ou a bordo de transportes como os comboios, aviões ou barcos, onde o uso de sacos de plásico se manterá de forma gratuita. O uso dos sacos de papel também não sofrerá alterações.
O número de sacos de plástico usados e posteriormente entregues nos supermercados ingleses tem crescido ao longo dos anos e em 2014 atingiu uns extravagantes 7 biliões, mais 200 milhões que no ano anterior. Os promotores da lei argumentam que este crescimento assola as ruas e danifica o campo, mares e costa. O governo implementou a medida de forma a que a população reduza a utilização de sacos, encorajando-a ainda na sua reutilização. Espera-se assim uma redução de 80%  nos entregues nos supermercados e 50% naqueles que são atirados nas ruas. 
O destino do dinheiro angariado na cobrança dos sacos irá para os próprios supermercados que terão como responsabilidade social ( ou não,fica ao critério de cada entidade)  a doação deste valor ou parte dele a causas sociais.
Portanto, se é poupado e preocupado com o ambiente, previna-se. Não se esquece de andar sempre com um saco na mala, no bolso, no carro... nunca se sabe quando irá precisar de ir comprar pão e leite ao sair do trabalho.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Dicas para aprender inglês ao chegar a Inglaterra

 

Sabes que será mais fácil emigrares para um país de lingua inglesa porque essa é a lingua com a qual mais te identificas, tens contacto e até aquela que estudaste mais na escola e ainda no curso extra que teimaste em tirar apenas porque sim. Decides-te pela Inglaterra porque para a América é difícil visa e a Austrália fica muito fora de mão. O que tu não sabes é que quando pisas este país pela primeira vez chips são crisps, o wc é loo e as cookies são biscuits. Não entendes uma palavra da maneira arrastada como vão juntando palavras e a mistura de sotaques é tanta que te é difícil familiarizares com todos, acabando por mal entenderes um.
Desanimado pensas que estás num país cinzento de gente mal humorada que afinal nem a lingua consegues falar. Mas não é nada assim. Nem o país é cinzento porque a paisagem até é bem verde e carregadinha de tijolinhos vermelhos, nem as pessoas são assim tão mal encaradas, apenas ficam na delas e perguntam-te "Are you alright?" se lhes parecer que poderás precisar de ajuda, no final descobres que ninguém fala bem a lingua, nem mesmo os ingleses, e que tu vais ser apenas mais um.
Nem tudo é mau e com tempo consegues digerir melhor o que te vão dizendo e para que isso aconteça de forma mais rápida segue estas dicas que deixamos para ti:
  1. Vê sempre televisão inglesa com as legendas (em inglês) ligadas, se te aperceberes de alguma palavra que não conheças escreve e procura no dicionário mais tarde.
  2. Ouve as notícias da rádio. Se um dia conseguires perceber todo um bloco noticiário de rádio então podes ter a certeza que já poderás falar com a operadora do serviço ao cliente da maioria da companhias de telecomunicações.
  3. Ouve as tuas músicas preferidas e tenta decifrar as letras, tenta entendê-las de ouvir e escreve-as num papel. depois procura a letra na internet e verifica o que erraste e o que conseguiste acertar. Canta-as e trabalha a velocidade a que consegues dizer as palavras, normalmente as letras das músicas são ditas a corer e cheias de abreviaturas, tal e qual como os ingleses normalmente falam.
  4. Não tenhas medo de falar e errar, depressa perceberás que não és a única a falar menos bem a língua. Se estiveres atenta vais te familiarizando com as várias variantes que os ingleses, e não só, vão criando para dizer a mesma palavra.
  5. Lê, lê muito. Passa o teu computador para inglês, o teu telemóvel, os programas que usas no teu dia a dia, o facebook, pesquisa em inglês e vê os resultados das pesquisas também em inglês. A leitura é a melhor forma de trabalhares e melhorares a forma escrita da língua. É também a melhor fonte para aprenderes novo vocabulário.
  6. Escreve, passa a escrever maioritáriamente em inglês, até mesmo os teus posts no facebook.
  7. Em ultimo caso, se todas as anteriores falharem ou forem insuficientes para o nível de inglês que precisas e te deixa satisfeito, tens sempre inumeros cursos espalhados por todo o Reino Unido, muitos deles parcialmente financiados, especialmente direccionados para quem não tem o inglês como primeira língua.
Mais importante que tudo é mesmo não desistir. A persistência e confiança são fundamentais. Vai em frente, tu és capaz!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

7 requisitos no aluguer de casa em Inglaterra

 
Há distância de um clic encontramos uma grande variedade para quem procura alugar casa, flat, estúdio ou mesmo um quarto. Websites como o Gumtree, Moveflat, Spareroom, Rightmove, Zoopla, Prime Location, etc, têm uma vasta oferta para quem procura uma solução para o seu problema. .
Mas se encontrar a casa certa é um desafio juntar os requisitos exigidos para a alugar é, muitas vezes, um pesadelo. Para que não entres nesta fase da tua vida totalmente às escuras, aqui deixamos os 7 mais solicitados na hora de alugar uma casa:
  1. Antes de tudo é necessário ter algum dinheiro para investir, alugar uma casa fica caro principalmente porque além do contrato, é necessário pagar pelo inventário, depósito e o trabalho da agência. O montante ronda as £300-£500. Este valor poderá oscilar dependendo da zona e da agência.
  2. O Senhorio pede normalmente referências, o intuito é obter informações sobre a credibilidade da pessoa e certificar-se que os dados referêntes ao trabalho/rendimentos são verdadeiros e confiáveis.
  3. São necessários alguns documentos como por exemplo o cartão de identidade, comprovativo de endereço dos últimos 3 anos de residência (extracto bancário ou um recibo de um serviço público), detalhes referêntes ao ordenado e ao empregador.
  4. Geralmente o Senhorio pede também um depósito ou caução que equivale normalmente ao valor de uma renda, podendo oscilar no máximo até duas rendas Este valor irá salvaguardar algum dano que possa ocorrer durante a estadia do inquilino, sendo que se não ocorrer nenhum prejuízo ou dano no interior da habitação e se todas as rendas estiverem em dia, esse valor será devolvido ao inquilino na cessação do contracto.
  5. Ao procurar uma casa para alugar há que ter em consideração que o valor anual da renda não deverá ser mais alto que 30% do rendimento familiar anual para que seja garantido o sucesso do acordo. Se o valor for superior aos 30% do rendimento familiar existe a possibilidade de o senhorio solicitar um fiador como forma de precaução.
  6. Deve ser efectuado sempre um contrato por escrito devidamente assinado pelas duas partes. O contrato deve incluir uma declaração da empresa responsável pela gestão do depósito, assim como uma cópia do inventário. Estes são um conjunto de documentos vitais para se proteger e garantir as responsabilidades tanto do proprietário como do inquilino (tu).
  7. Antes de assinar o contracto é imprescindível que este seja lido detalhadamente para confirmar tudo o que nele está registado, salvaguardando posteriores surpresas.
Tendo estes requisitos em mente terás o essencial para alugar uma casa. Boa sorte!





quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Dicas para usar o Consulado Português em Londres


Não sei quanto a vocês mas a minha relação com o Consulado Português em Londres é no minimo complicada. Sempre que preciso de ir lá por este ou aquele motivo acontece sempre alguma novidade, ou os computadores não trabalham, ou é a internet, ou falta a eléctricidade... são mil e um os motivos pelos quais tenho de passar lá o dia todo mesmo que tenha marcação para as 9 da manhã.
Se esses e as oscilações de humor do pessoal que lá trabalha são circunstâncias que não conseguimos controlar, talvez seja inteligente darmos atenção a alguns detalhes que podemos controlar e que nos podem tornar a experiência menos dolorosa e com sorte até aprazível.
Hoje trazemos ao blogue algumas dicas para o melhor uso do nosso Consulado por estas bandas.

1 - Não ir ao consulado tratar de nada sem fazer uma marcação primeiro (excepção para títulos únicos de viagem e levantamento de documentos)
2 -  Marcações são feitas online, Para tal terás de possuir um número de identidade. Não fazer duas marcações com o mesmo objectivo com o mesmo número de identidade para o mesmo dia. A segunda marcação anulará a primeira e embora receba dois emails a confirmar as duas marcações uma delas foi automáticamente cancelada sem qualquer envio de email de cancelamento.
Por exemplo: se precisares de fazer o primeiro cartão de cidadão da tua filha e aproveitares para fazer o teu também, faz a marcação do teu com o teu nome e número de identificação e o da tua filha com nome e identificação do pai, do tio, do entiado, do vizinho... mas nunca o teu.
3 - Levar sempre impresso o email de confirmação da marcação
4 - Levar todos os documentos por eles solicitados mesmo as certidões de nascimento que eles dizem que podem tirar eles. Ou então confirma préviamente com o registo da tua localidade de nascimento em Portugal se a tua certidão já está informatizada.
5 - Fazer as marcações para antes das 11 horas. Marcações feitas para depois desta hora correm o risco de ter de ficar para a tarde e teres de ir arranjar um banco de jardim para passares a hora em que o consulado fecha e mete toda a gente na rua sem apelo nem agravo, sem mesmo um pedido de desculpa. O consulado fecha das 13 às 14, deve ser o único edifício "público" a fechar para almoço neste país (Inglaterra).
6 - Saber antecipadamente o valor que terás de pagar e levar em dinheiro. Se fores tratar da documentação da familia toda ao mesmo tempo é melhor levares um cofrinho! Este serviço ainda vive na pré-história e não tem multibanco nem aceita cheques.
7 - Para tratar de registos de nascimento não fiques à espera que te chamem na sala de espera do piso térreo. Sobe directamente para o andar respectivo e faz-te anúnciar.
8 - Embora o mail de confirmação para marcações de registo de nascimento não o mencione, leva fotos tipo passe do teu bebé.
9 - Leva tempo e paciência também porque te vai ser muito útil.

Background photo by | Foto de fundo por: Carlos Resende

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Transferir dinheiro para Portugal


São inumeras as razões que nos podem levar a precisar de enviar dinheiro para portugal, as nossas raízes estão lá e vimos com intensão de nos mudarmos definitivamente.
Eu própria já o tive de fazer e após pesquisar um pouco sobre esse assunto constatei que algumas agências de transferência de dinheiro como Moneygram, Moneyone, LCC e Western Union cobram uma taxa de serviço que varia entre £3 a £12 (valores para um envio de 100£) e não podemos deixar de ter em conta que a taxa de câmbio varia.

Relativamente ao envio de dinheiro através de Bancos Portugueses presentes no Reino Unido, bancos como Banif, BCP, BES (Novo Banco), CGD, BPI, Montepio e Santander nenhum deles cobra taxa de serviço para Portugal mas para tal precisarás de uma "conta fantasma" aqui em Inglaterra que possa servir de intercambio quando envias para a conta do mesmo banco em Portugal. Esta será a melhor opção para quem quer transferir dinheiro da sua conta inglesa para a sua conta portuguesa. O processo é simples: trasferimos dinheiro directamente para a nossa "conta fantasma" e alguns dias mais tarde este ficará disponível na nossa conta do banco do mesmo nome em Portugal, temos apenas de ter em consideração as taxas de conversão da moeda.

Outro serviço muito utilizado nos dias de hoje é o Paypal sendo este um sistema electrónico de transacção de dinheiro. Este sistema permite fazer pagamentos de bens e serviços assim como transferir dinheiro para outros usuários paypal. Em geral as contas paypal encontram-se ligadas a contas bancárias para as quais o dinheiro poderá posteriormente ser transferido. É um sistema prático, gratuito e acessível em toda a parte do mundo.

Recentemente utilizei a Transferwise para fazer uma transferência para Portugal. Posso dizer-vos que fiquei satisfeita com o serviço e o valor pago foi bastante acessível.

Background photo by | Foto de fundo por: Ben Giesbrecht

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

A relação avós e netos nas famílias emigradas


Se era rotina ver os avós que moravam a alguns minutos de casa e que tanto apreciavam as brincadeiras e gargalhadas das netas, quando se emigra a vida toma outra proporção. A verdade é que, quando emigramos não temos a verdadeira noção do quanto a presença diária dos avós pode ser importante e útil. 
Os avós passam a ser pessoas menos presentes e com os quais se partilha algumas horas do dia, da semana ou do mês para quem tem sorte e saber em usar as novas tecnologias. Não há como evitar, as relações entre avós e netos mudem e por muito que os avós não sintam da mesma maneira os netos com certeza vão sentindo menos a falta e quem acaba por notar mais a ausência dos avós/seus pais são mesmo os pais das crianças, não só por falta de opções no que diz respeito a coisas práticas como onde deixar os miúdos quando se trabalha, ou quem os pode ir buscar à escola quando se atrasam, mas também no que diz respeito a gerir a saudade crescente dos avós com o crescente desinteresse dos netos.
É talvez difícil para os avós conseguirem entender e mesmo aceitar mas é inevitável que aconteça. As crianças vão crescendo e, mesmo sem quererem, os laços familiares vão se distanciando e muitas vezes perdendo. Os avós passam a ser pessoas que não participam da vida da criança e esta tende a esquecer os poucos momentos que tem oportunidade de passar com eles. Das suas vidas fazem parte outras pessoas com quem convivem diáriamente e que melhor conhecem as suas necessidades e rotinas. 

Por sua vez, os avós, sedentos pelos netos, procuram algum apoio, carinho e atenção nos breves minutos que as tecnologias e o tempo disponível dos pais permitem. Tantas vezes vivem à espera do dia de os ver, mesmo que à distância, criam expectativas elevadas e ganham tantas vezes apenas um "olá" e um "adeus". Sentem-se muitas vezes incompreendidos e também eles têm dificuldade em pôr-se no lugar da família que emigrou e tentar compreender que também para a família toda esta mudança não é pacifica.
Vai cabendo assim aos pais a difícil, e tantas vezes (quase) impossivel, tarefa de tentar manter algum tipo de ligação entre estas duas gerações a par com tudo o resto: educar, aturar humores da adolescencia, saber lidar com as carências do seus pais (os avós), ajustar a agenda e todos os afazeres com os minutos diários ou semanais de skype, trabalhar, ter tempo para eles próprios, etc, etc, etc...

Isto de ser emigrante tem os seus prós e contras, como tudo na vida, se se ganha em certas coisas, perde-se noutras. A separação que a emigração tem proporcionado às famílias, e agora falo também entre marido e mulher, pais e filhos, avós e netos, primos... é sem dúvida uma parte muito negativa de uma necessidade (a de emigrar) cada vez mais proiminente nas famílias (especialmente) portuguesas.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Sunny Dot - nova temporada


Na passada segunda-feira foi dia de reunião. Depois de uma semana de férias desligadas por completo do SD e após um mês a meio gás, pareceu-nos indispensável reunir antes de voltarmos ao activo. Analisámos os últimos meses, desde que retomámos o SD, o saldo tem sido francamente positivo, mas comecemos pelo começo:
O BLOG SUNNY DOT, já vai fazendo parte da vida dos Portugueses espalhados pelo Mundo e também daqueles que vão planeando a partida para uma nova aventura. Porém este não pretende ser um blogue unicamente de e para emigrantes. Este é um espaço de mudança. Um cantinho de reconhecimento e motivação para todos os que procuram lutar pelos seus objectivos, para todos os que, ainda e mais do que nunca, se atrevem a sonhar.
O blogue do Sunny Dot tem tido uma enorme aceitação e carinho da vossa parte e nós não vos queremos de modo algum deixar ficar mal. Por isso estamos a levar a cabo uma pesquisa no sentido de descobrirmos os temas que mais vos interessam e com os quais se relacionam melhor. Estamos abertas aos vossos comentários e sugestões no sentido de melhor irmos ao encontro das vossas necessidades e interesses. Digam-nos tudo, somos todas "ouvidos" - leia-se "olhos".

AS REDES SOCIAIS, não tão proiminentes como o blogue, a nossa página do facebook tem crescido lentamente mas com seguidores atentos e interessados. Não iremos alterar muita coisa por aqui mas é sem dúvida um espaço que, se ainda não segues, aconselhamos-te a seguires. É lá que conseguirás ter acesso a todas as acções que vamos divulgando em todas as frentes, lá e no nosso Twitter. O Twitter é o nosso meio de divulgação geral de tudo o que vamos publicando no Sunny Dot mas também um espaço de divulgação de tudo o que achamos poder ter interesse ao nosso público alvo, portanto a ti... não deixes de nos acompanhar também por lá.
Temos ainda uma conta de Pinterest onde reunimos coisas interessantes para o lazer e para te ajudar a alcançar os teus objectivos, passa por lá e fica atento às ideias que vamos "pinando". E finalmente chegou a hora de lançarmos o Instagram. A primeira imagem foi públicada no dia da reunião. Lá partilharemos a parte mais "escondida" desta aventura. O quotidiano, os bastidores, os momentos de maior saudade e nostálgia, o aqui (Inglaterra) e o lá (Portugal) e as coisas que vamos encontrando pelo nosso caminho enquanto perseguimos sonhos e... vivemos.

OS SERVIÇOS, foram o ponto fulcral da reunião. A partir de Novembro tinhamos previsto lançar alguns serviços que estavamos a preparar para vocês, que querem mudar de vida e ir em busca dos vossos sonhos. Chegámos no entanto à conclusão que não iremos conseguir manter a dinâmica do blogue, o serviço "Inform for Change" que tem tido algum sucesso e todos os outros que criámos e estavamos a preparar para lançar. Decidimos então, com alguma pena nossa mas com a certeza que seria o melhor para o Sunny Dot e principalmente para quem nos procura, abdicarmos de todos os serviços excepto o "Inform for change". Este serviço de consulta é o que melhor vos poderá ajudar a tomarem as vossas decisões de forma mais fundamentada e realista. A consulta para a mudança, a par com o que vamos públicando no blogue, serão as ferramentas necessárias para que encontrem a motivação que precisam para mudar a vossa vida, tudo o resto fica mais fácil quando, com determinação, abraçamos realmente a mudança.

Assim nos preparámos para mais uma temporada Sunny Dot. O SD fará mais um intervalo este ano, na semana entre o Natal e o Ano Novo, até lá será sempre a bombar, não nos percam de vista!

Background photo by | Foto de fundo por: Jansje Klazinga via VTwonen 

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Voltamos já!


O mês de Agosto está a chegar ao fim, as escolas aqui em Inglaterra estão mesmo a começar. Muito provávelmente a maioria de vós já esteve de férias, já voltou ao trabalho, à realidade da vida e já começa a pôr em prática os projectos que o Verão e os dias de calma nos proporcionam criar. Forças aos rubro, cabeça concentrada nos objectivos certos, hora de passar os sonhos para planos e os planos para realidades. 
Aqui no Sunny Dot estamos em modo pausa. Precisamos de um tempo para nós, para a nossa família e para, também nós, aproveitarmos este espirito de calma e criar novos sonhos, reavivar sonhos já existentes, delinear planos e regressar cheias de força e entusiasmo à realidade da vida.
Voltaremos dia 14 de Setembro, muito provávelmente sem a pele bronzeada mas com certeza que com a cabeça muito mais arejada. Não se esqueçam de voltar connosco!

Os serviços e respostas a emails vão também ficar suspensos até dia 14. Prometemos responder a todas as vossas mensagens e retomar todos os serviços que vos disponibilizamos sempre com o mesmo profissionalismo e dedicação. Contem connosco! Até breve!

Background photo by | Foto de fundo por: Michael Sweet

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Feedback



Hoje é um dia diferente. Não preparei um texto bonito, não criei um tema apelativo, não tenho nenhuma informação bombástica para dar nem mesmo uma novidade acabadinha de sair do forno.
Aqui no Sunny Dot tentamos ser mais ou menos organizadas. Somos apenas duas para muitas tarefas diárias, semanais e mensais:  trabalho de divulgação, escrita de posts, pesquisa (muita pesquisa), brainstorming de ideias, resposta a emails e resposta aos serviços que temos aos quais vocês vão aderindo timidamente mas consistentemente.

Hoje inauguramos o separador "FEEDBACK" e por esse mesmo motivo acho que esse é um tema suficientemente importante para escrevermos sobre qualquer outra coisa que não seja o nosso feedback ao vosso feedback.
Nem sempre é fácil arrancar críticas construtivas e positivas. Mas se soubessem o quanto nós gostamos de vos ver felizes, entenderiam que para nós é de extrema importância "ouvir" o que têm para dizer, não só para mantermos o que está bem mas principalmente para melhorarmos o que não correspondeu às expectativas.
Aproveitamos ainda este momento para agradecermos aos que têm confiado em nós e nos têm acompanhado e adquirido as ferramentas e serviços que temos ao dispôr. Vocês têm sido fantásticos!

terça-feira, 7 de julho de 2015

Do que temos saudades ao emigrar?


aqui falámos do quanto nos pode mudar esta experiência de emigrar. Do quanto nos é difícil deixar o nosso país, as pessoas de quem gostamos e os locais que nos marcaram e criaram memórias jamais esquecidas. O tempo ajuda a mentalizarmo-nos, habituarmo-nos e, ao fim e ao cabo, haverá sempre um avião que nos leva até ao outro lado para visitar a família e os amigos quando assim o desejamos e/ou podermos. E as saudades que sentimos das pequenas/ grandes coisas que não encontramos no país que nos acolhe?
Depois de emigrarmos damos por nós a sentir falta de coisas que até aqui não demos importância ou talvez o devido valor. Em conversa com amigos descobri tantas coisas que nos fazem falta e tantas coisas que acabam por entrar na nossa vida talvez para nos lembrarmos das nossas origens ou simplesmente porque só sentimos verdadeira falta quando deixamos de ter ao dispôr, ao alcance da nossa vontade. Resolvi reunir neste texto algumas coisas de que tenho conhecimento que os Portugueses, e neles me incluo, sentem falta quando estam longe do seu país.
  • O mar: o seu cheiro, a sua cor, a sua relação com o azul do céu que define tão bem a linha do horizonte e as esplanadas que nos proporcionam momentos inesqueciveis de contemplação.
  • As praias: a areia fina, as rochas que quebram a nostalgia ou as dunas imóveis cobertas de vegetação rasteira.
  • O sol: a sua luz a iluminar casas, ruas e vidas
  • A gastronomia: temos uma gastronomia tão rica, farta e diversificada que ficaria aqui o dia todo a inumerar os vários pratos de que sinto saudade. Mesmo quando mantemos uma alimentação idêntica dentro das nossas casas, como é o meu caso, nunca é a mesma coisa, a carne não sabe igual, o peixe é caro e raramente fresco, a fruta não tem o mesmo sabor...
  • O pastel de nata: o bolo que provávelmente tem mais adeptos no estrangeiro do que no território nacional. Uma iguaria que passei a gostar mais desde que estou deste lado.
  • O Fado: ganha significado. A sua nostalgia e a sua saudade que tantas vezes é também a nossa, acabamos por nos identificar muito mais com o seu lamento do que nas raras vezes que o ouvimos no país do nosso coração.
  • As confeitarias: o seu cheiro a pão fresco, café acabado de moer e os bolos a sair do forno 
  • O café bem tirado: a menos de um euro e com o açucar a vencer lentamente a sua espuma até imergir por completo.
  • O tempo: o que temos e que tantas vezes não sabemos aproveitar e a falta que ele nos faz aqui, de tão apressado que passa sempre
  • Os piqueniques à beira da estrada e a forma descomplicada e básica de como tudo é preparado.
  • As praias fluviais que nos refrescam a alma quando o mar está mais longe.
E depois há sempre o modo ligeiro como levamos lá a vida e que, se por um lado nos poderá deixar mais felizes e leves, por outro pode ser fatal quando pensamos no futuro. O certo é que antes de emigrarmos tudo era visto como algo adquirido, depois de emigrarmos essa mesma perspectiva muda e damos por nós a sentir saudades do que nunca sentimos falta lá.
E tu? Do que sentes mais saudades? O que valorizas ou gostas mais agora e que antes de emigrares não apreciavas?

quinta-feira, 25 de junho de 2015

O Direito ao voto no Reino Unido


Os Britânicos estão determinados em diminuir a imigração e não é com os imigrantes ilegais que eles se têm mostrado preocupados ultimamente e sim com os Europeus. A vitória dos Conservadores nas passadas eleições deram a David Cameron a força que precisava para que uma das suas primeiras medidas fosse lançar a promessa de um referendo que decida a permanência ou não do Reino Unido na União Europeia até final de 2017.
Se na maioria dos referendos é permitido aos imigrantes europeus o direito ao voto, assim como o é nas eleições locais e para o parlamento europeu, deixando de fora as eleições para o parlamento Britânico, neste referendo os imigrantes europeus vêem o seu direito ao voto vetado. Se isto é preocupante para quem emigrou para a Inglaterra? Se é preocupante para quem tem este país como destino de emigração nos próximos anos? Não seria preocupante se a opinião dos ingleses em relação aos imigrantes, em especial dos países de leste da Europa, não se tivesse tornado tão negativa. 
Este é apenas um pequeno motivo pelo qual é tão importante votarmos no país onde vivemos sempre que nos é permitido. É o nosso futuro que está em jogo, é a nossa vida que pode ficar em dúvida, é a vida dos nossos filhos que pode ficar em suspenso e é a nossa permanência num país onde investimos tudo de nós que passa a conhecer um futuro incerto.
É muito simples votar no Reino Unido e é muito fácil inscreveres-te para o poderes fazer. Se nunca recebeste na tua caixa do correio um formulário para te registares e exerceres o teu direito ao voto então podes fazê-lo aqui ou fazer o download do formulário e enviá-lo pelo correio.
Depois, se tiveres direito a votar em determinado acto eleitural, irás receber um cartão com o dia da eleição e o local onde deverás ir votar. No acto do voto não precisarás levar absolutamente nada além da tua consciência, nem mesmo nenhum documento de identificação.

Background photo by | Foto de fundo de: {anne with an e}

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Dicas para conduzir em Inglaterra


Quem chega a Inglaterra de carro, especialmente a Londres, vê-se confrontado com um sem número de "novas" sinalizações às quais não estamos habituados em Portugal. Por vezes pode parecer confuso à primeira vista mas no fim tudo se encaixa e o trânsito flui com muito mais dinâmica e civismo. Hoje trazemos algumas dicas que te poderão evitar algumas más experiências e multas, especialmente no que diz respeito ao estacionamento.
É um facto que em todo o lado há regras e o código da estrada é igual aqui ou em Portugal ou em qualquer outra parte, a maior diferença está básicamente na forma como é usado, ou não, e na forma como é fiscalizado, ou não. Deixar os passeios para os carros e obrigar uma cadeira de bebé a ir para a estrada é algo que não cabe na cabeça de nenhum cidadão inglês, quem o faz arrisca-se a, pelo menos, uma multa e na maioria das vezes ir buscar o carro ao "parque de estacionamento" da polícia. Por isso esqueçam, nem vale a pena arriscar, não deixem o carro a obstruir passeios. Quem diz passeios diz também em cima de passagens de peões, paragens de autocarro, etc. Aqui as regras são mesmo para cumprir. Há sempre zonas na via pública onde poderás estacionar ou parar, estas estão normalmente assinaladas com linhas na estrada e acompanhadas com sinalização vertical. Por exemplo, no esquema 1 pode estacionar-se na caixa limitada por tracejado porém este está condicionado ao horário designado na sinalização vertical. Na figura 2, uma linha vermelha, permite parar excepto nos dias e horas registados na sinalização vertical. No caso de duas linhas vermelhas a proibição é total (figura 3), não estacionar, mesmo que não exista qualquer sinal vertical, assim como no caso de linhas em zigzag que encontramos maioritáriamente perto das paragens de autocarro, passadeiras de peões e escolas.

Duas linhas amarelas proibem a paragem em qualquer altura, mesmo que não haja qualquer sinal vertical. Uma linha amarela significa que podes parar mas com restrições que normalmente estão anunciadas em sinalização vertical. Quando as marcações amarelas estão no passeio e na perpendicular à estrada estas têm a ver com os condicionamentos para cargas e descargas e no caso de ter apenas uma linha esta virá acompanhada de sinalização vertical pelo que devemos procurá-las a fim de esclarecermos os períodos em que podemos ou não fazer a carga ou descarga.


Grelhas como a da figura abaixo aparecem normalmente em cruzamentos movimentados e proibem que o condutor pare em cima delas bloqueando o cruzamento, desta forma fica assegurado que o trânsito flua sem  limitações. Nestes cruzamentos há normalmente câmaras e a paragem em cima desta caixa pode significar uma multa a aparecer em casa nos próximos dias.

Nem todos os corredores para os autocarros são intocáveis. Há vias reservadas ao bus 24 horas por dia e 7 dias por semana mas muitas delas têm indicações verticais que sinalizam as horas e dias em que elas devem funcionar como corredores de autocarros e fora desses períodos de tempo elas podem ser usadas normalmente como uma via qualquer. Há ainda casos em que estas mesmas vias "bus lanes" são permitidas também a motas, bicicletas e taxis em qualquer altura.

Cruzamentos, normalmente com semáforos, onde haja um espaço reservado às bicicletas, certifica-te que paras antes da linha branca que limita a sua zona e evitarás uma multa.
Visita o link para algumas dicas extra.
Além da condução mudar de faixa e das mudanças mudarem de mão ainda temos de nos habituar à quantidade de sinais e sinalizações na estrada que, a comparar com Portugal, pode nos parecer excessiva mas com o tempo verificamos ser a necessária para que nunca hajam dúvidas ou mal entendidos.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Carta de Condução Portuguesa em Inglaterra



Quando iniciei a minha aventura por terras de Sua Majestade a carta de condução foi sem dúvida uma mais valia. Mais do que um documento que valida o nosso direito a conduzir, a carta de condução é também um documento de identificação na Grã-Bretanha. Se noutros países é-nos exigido a apresentação da carta de condução quando somos parados pela polícia, sendo mesmo motivo de multa caso não a transportemos connosco. Na Grã-Bretanha, embora seja igualmente uma ofensa não apresentar a carta de condução, certificado de seguro e certificado MOT, quando solicitados por um policia,  normalmente o policia emitirá um HO / RT1 / (chamado "producer") exigindo a apresentação dos referidos documentos numa esquadra da nossa conveniência no prazo de 7 dias. Se os documentos forem apresentados no prazo solicitado e se todos estiverem válidos o caso ficará assim encerrado.
Por lei todos os detentores de cartas de condução válidas pertencentes à União Europeia poderão conduzir na Grã-Bretanha até à idade de 70 anos, ou até 3 anos após se tornarem residentes na Grã-Bretanha, o que representar o maior período de tempo. Porém se obtiveste a tua carta de condução da União Europeia (UE) através da troca de uma não-UE, então apenas poderás conduzir com ela 12 meses em terras Britânicas.

É aconselhável trocares a tua carta Portuguesa para Inglesa nos seguintes casos:
  • Se o teu trabalho envolver conduzir carro/carrinha/camião da empresa
  • Se pretenderes comprar carro em Inglaterra, pode ser vantajoso na hora de fazeres o seguro.
O processo de mudança de carta é simples e rápido. Fica a saber os passos que deves dar:

  1. Preencher o formulário D1 da DVLA (encontras disponível online ou nos correios) 
  2. Enviar o formulário, a quantia de £43 (em vale, cheque, etc) e a tua actual carta de condução. [sugestão: explica o que estás a enviar nos correios e solicita um comprovativo que possas exibir no caso de te ser solicitado.]
  3. A tua nova carta de condução deverá ser-te enviada no prazo de 3 semanas.

sábado, 30 de maio de 2015

IN [ F O R ] M . change


Hoje lançamos mais um serviço! Temos 3 ofertas para os 3 primeiros a enviarem-nos um email ou formulário de contacto (do lado direito do site) com o local para onde este serviço estará disponível. Estão prontos? 3, 2, 1...

Aqui no blogue do Sunny Dot damos imensas dicas de como emigrar, quando, porquê, para onde, de que maneira, o que precisas, como vai ser, o que poderás fazer para, etc, etc, etc. porém cada caso é um caso. Quando aqui deixamos os nossos testemunhos e as nossas sugestões estamos normalmente a reflectir a nossa própria experiência ou experiências que vamos conhecendo. Tu terás outras necessidades, outras dúvidas, outras circunstâncias e não fazes ideia de como te compreendemos, nós já passámos por isso.

IN [ F O R ] M . change vem responder a tudo o que precisas saber para dares este grande passo. Reune as tuas dúvidas e coloca-nos as tuas questões, teremos muito gosto em conversar contigo a fim de te esclarecer para que te preparares melhor para o que está para vir. Se tens ideias de emigrar e não sabes muito bem por onde começar... começa por aqui!

Este serviço está apenas disponível para quem quer emigrar para o Reino Unido.

terça-feira, 26 de maio de 2015

O que muda [em nós] quando emigramos


Não pense, quem nunca saiu do seu canto, que é fácil deixar tudo e ir em busca de uma vida melhor. Os primeiros anos são difíceis, a adaptação a uma nova vida e cultura é desafiante e nem sempre pacifica. É uma decisão que nem todos conseguem realizar. Todavia, quem emigra não muda apenas de país muda também um pouco de identidade:
  • Redescobres-te a ti próprio, a mudança para um país modifica-nos como pessoas, torna-nos diferentes. Por vezes o processo é muito doloroso mas no final será certamente uma grande aprendizagem.
  • O "nosso" mundo fica maior, fica literalmente maior a nossa mente, a nossa visão sobre a realidade fica também mais rica.
  • As amizades ficam mais diversificadas, conhecer gente com outras culturas expande também a nossa aprendizagem sobre outros países.
  • No início sofremos um choque cultural, especialmente para quem vem de meios mais fechados e isolados o choque pode ser drástico mas nada que o tempo não apazigúe. O que fica é uma mentalidade mais condescendente e com maior respeito pela diversidade
  • Por muito que mudemos, que nos tentemos fundir na vida e cultura do novo país, seremos sempre estrangeiros e isso faz-nos às vezes sentir que não pertencemos a lado nenhum. Já não nos vemos a viver no lugar que deixámos mas também sentimos que, na verdade, este onde estamos está-nos apenas emprestado e talvez por isso cultivemos tantas vezes este desapego das coisas. O que antes fazia sentido possuirmos hoje já não faz.
  • Aprendemos a ir à luta e a dependermos apenas de nós. Desenvolvemos a nossa autoconfiança e capacidade de improvisação.
São muitas as mudanças pelas quais passamos. Ganhamos novas resistências, uma nova mentalidade, um novo comportamento... Ou muitas vezes simplesmente passamos a ser o que realmente queremos ser sem medo de desagradar os outros. 
Se esta aventura também te mudou, partilha connosco o que se alterou em ti.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Como ser Residente Permanente no Reino Unido



Com o último resultado das eleições no Reino Unido começa a ficar preocupante o futuro dos imigrantes por estes lados, mesmo os pertencentes à Comunidade Europeia. 
Por mim falo, estou há mais de cinco anos em Inglaterra, tive as minhas duas filhas cá e não me vejo a viver noutro lado, a mudar radicalmente de vida de novo. Preciso de algo que me permita alguma estabilidade e que não me faça sentir com a corda na garganta sempre que o raio dos imigrantes parecem ser a "praga" que causa todos os problemas deste país. Enquanto os ingleses vão vivendo iludidos com esta ideia e vão pensando nas medidas a tomar para controlar esta "contaminação" eu vou tentar me prevenir, a mim e à minha família.

A razão deste post vem no sentido de tentar esclarecer que, quem tem os mesmos receios que eu, poderá eventualmente pedir o "Permanent Resident in UK card/document" caso viva no Reino Unido há, no minimo, 5 anos consecutivos e cumprir um dos requisitos abaixo:

  • Seres uma pessoa qualificada, isto é, empregado por conta de outrém ou por conta-própria, auto-suficiente, estudante ou à procura de emprego, com naturalidade de um país da Comunidade Europeia.
  • Seres um familiar de uma pessoa qualificada da Comunidade Europeia ou já residente permanente
  • Um ex-membro da família de um nacional da Comunidade Europeia se mantiveste o teu direito de residência após a sua morte ou ter deixado o Reino Unido ou o divorcio/separação
  • Seres familiar de um cidadão britânico que trabalhou noutro país da Comunidade Europeia antes de regressar ao Reino Unido.
Se cumprires os requisitos necessários aqui fica o formulário que precisarás se estiveres interessado em tornar permanente a tua vida no Reino Unido. Deves enviar para a morada indicada no documento do link acima, um formulário preenchido por pessoa com o pagamento de £65 também por pessoa.