Mostrar mensagens com a etiqueta aprender. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta aprender. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Português na China, a língua da moda!


Esta é uma notícia que me agrada muito!! Já que acrecenta à lista das razões pelas quais os filhos dos emigrantes não devem deixar de aprender a língua portuguesa.

Português é a língua da moda e do emprego na China.

Português já é a segunda nota mais alta de entrada em algumas universidades chinesas. Dentro de cinco anos, depois dos países Lusófonos, será a China quem mais fala português.

Nos últimos "cinco ou seis anos a explosão do ensino do português na China foi fantástica" disse ao Expresso o Professor Carlos Ascenso André, um dos oradores no painel "Ensino da Língua Portuguesa na China", um dos temas em debate na 2ª Conferência Internacional "Língua Portuguesa no Sistema Mundial", que hoje terminou em Lisboa.

O Professor Carlos Ascenso André da Universidade de Coimbra mudou-se para Macau em 2012, para dirigir o Centro Pedagógico e Científico de Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau. Aí chegado, decidiu meter a 'mão na massa' e fazer um levantamento sobre o ensino de português na China. 

Apurou que num intervalo de cinco anos "passámos de seis ou sete universidades para 28 instituições onde 1350 estudantes aprendem português, essencialmente ao nível da licenciatura".

"Há mais de 100 docentes a leccionar português no Ensino Superior. É um corpo muito jovem, 65% dos professores são chineses e têm problemas de formação", explica Carlos André. Os outros 35% são docentes de nacionalidade portuguesa ou brasileira.

Português abre portas nas empresas, jornalismo e diplomacia

"A China olha para o longo prazo. Ao perceber que havia mudanças na geopolítica começou a apostar no ensino do português, porque tem muita população jovem", disse ao Expresso, Ana Paula Laborinho, presidente do Instituto Camões.

Carlos André confirma a "ideia de que aprender português é uma garantia de empregabilidade. Os estudantes chineses acham que lhes abre portas no jornalismo, na diplomacia e nas empresas". 

Portugal não pode assegurar sozinho a formação dos professores que ensinam português nas universidades chinesas: "precisa de parcerias locais", diz Carlos André. "As instituições universitárias portuguesas também não podem cair no equívoco de julgar que resolvem sozinhas esta questão", acrescenta.

Na opinião de Ana Paula Laborinho, Macau "tem importância como base" de trabalho.

Mas Carlos André estende o alerta de prevenção de equívocos às instituições do território "onde o dinheiro não é problema. "A Universidade de Macau, o Politécnico de Macau e o Instituto Português do Oriente têm de trabalhar em conjunto" para responder ao desafio do ensino do português na China.

Dentro de cinco anos, "teremos mais de cinco mil universistários chineses a aprender português. Nalgumas universidades o português já é a segunda nota mais alta de entrada".
                                Cidades chinesas onde há universidades que leccionam português

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/portugues-e-a-lingua-da-moda-e-do-emprego-na-china=f838497#ixzz2jfhZA65a

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Escola... uma escolha dificil


Pois é, prometi voltar e aqui estou desta vez para vos contar os procedimentos gerais necessários para a integração das crianças na escola pela primeira vez, neste caso na pré-escola ou Year R- Reception como aqui no Reino Unido é conhecido.

Como já tinha publicado no meu post anterior, aqui no Reino Unido a escolaridade obrigatória inicia-se aos 5 anos. Mas o meu filho começou a “pré” aos 4 porque, de acordo com a lei Inglesa, aqui as crianças que completam o seu 4º aniversário até inícios de Setembro têm de integrar a pré-escola mais cedo. 

Depois das peripécias de tentar arranjar três escolas na minha área de residência, sim temos de fazer a difícil selecção de três escolhas possíveis para que, no caso de não poderem ficar na nossa primeira opção, ficarem na segunda ou terceira consoante haja vaga, percebi que escolher uma escola adequada tem o que se lhe diga e com isso quase que reviramos meio mundo. São precisas pesquisas e muitas leituras para seleccionar a escolinha certa para os nossos filhos. Para isso é sempre importante ler o relatório das próprias escolas e consultar a OFSTED, a organização que trata de toda a informação necessária para a divulgação da política interna de cada escolas 

O passo seguinte é fazer a inscrição no site do Council da sua área de residência. Eles vão solicitar que faça a inscrição online ou caso prefira pode solicitar que lhe enviem a inscrição por correio e depois de preenchida envia novamente para eles, a recepção da aplicação é-lhe informado por carta. Depois é aguardar alguns mesinhos, 3 meses mais coisa menos coisa, para saber em que escola o seu filho ficou colocado.

O meu piolho, por acaso, não ficou na minha primeira opção, muito em parte por causa da distância. Eles no acto de selecção da escola, procuram sempre colocar as crianças o mais perto possível de casa, porque são muitas as crianças que fazem todos os dias a caminhada de casa-escola e escola-casa. No meu caso como a distância era ainda significativa percebi a decisão tomada por eles. O piolho ficou então na minha segunda opção. Sendo católicos, esta segunda escola que segue o regime católico, foi uma boa opção. Depois são enviadas cartas com dados necessários à integração da criança na nova escola. Na escola onde o meu filho foi colocado, os próprios professores fazem uma visita a casa dos alunos para conhecerem os pais, os alunos, o local e o ambiente onde vivem. Falam com toda a família para obterem a máxima informação e fica tudo registado.

Antes do começo do ano lectivo, a única preocupação é comprar a farda e o calçado específicos de cada escola para o ano todo, tudo o resto é suportado pelas escolas, muitas com Fundações a apoia-las. Horas extra curriculares são por conta dos pais, assim como todos os serviços inerentes às crianças, que citarei em seguida, são os olhos da cara! Falo nisso porque, sendo emigrante e trabalhadora e sem familiares a viverem por perto, vejo muita dificuldade em ter ajuda complementar em relação ao ir buscar o piolho à escola por exemplo. As escolas no Reino Unido terminam cedo, muitas delas pelas 3 horas da tarde, no meu caso é-me difícil conciliar o meu horário de trabalho com a hora de saída do meu filho. A única maneira possível é contar com a disponibilidade dos amigos próximos e do pai, quando este pode ir busca-lo. Mas sei que existe casos em que se pode solicitar ajuda ao governo através do site deles. Basta ir a https://www.gov.uk/help-with-childcare-costs e aí vem discriminado quem pode pedir ajuda e explicam a melhor forma de fazer o seu pedido/claim.

Depois é aguardar ansiosamente pelo começo do ano lectivo e pela adaptação da criança a um novo mundo. O mundo da “escola dos grande”, como diz o meu filho!

Links úteis: http://www.admin.cam.ac.uk/univ/childcare/student/nonuniv2.html

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Integração na escola inglesa.



Uma das grandes preocupações de uma mãe é certamente o bem estar dos seus filhos. Inicialmente o plano de emigrar para junto do  marido, estava previsto para o final do ano escolar... mas as coisas alteraram-se. Na altura o D., com 8 anos, andava  na terceira classe em Portugal. E a R., entao com 4 anos, andava na creche. Para o D. o pai teve sempre um papel muito especial, o D.  via-o como um herói e ainda hoje assim é. Com o pai emigrado, ele andava mais inquieto e traquinas. De vez enquando perguntava se ele vinha mesmo, pois o amigo lá da escola tinha o pai em Angola e nunca mais o vira. Felizmente que ele ia verbalizando os seus medos dando-me hipótese de convencê-lo do contrário.

Das três vezes que o pai veio ver-nos, em seis meses, ele sofria de ansiedade e pesadelos antes e depois. A R. não sentiu tanto. Mas acabámos por antecipar seis meses a nossa vinda para Inglaterra.
Emigrámos logo após o Natal, a 27 de Dezembro de 2008. Quando chegámos a Gravesend as escolas estavam fechadas para férias. Passados os feriados das festas natalícias, liguei para um serviço descrito na página da educação do governo (Education Welfare Officer Joynes House) e falei com a senhora responsável pela colocação dos miúdos entre outras coisas, que tratou de saber a idade e a morada a fim de averiguar as vagas nas escolas mais perto. Decorridos 2 dias, fui informada de 2 opções e fui visitar as escolas em questão.
Recordo-me de me terem dito que a R. teria que ir ao wc sozinha. Aqui não acompanham nem ajudam as crianças. Sempre muito simpáticos, explicaram as regras da escola e lá fui comprar a farda da escola. Os dois foram colocados na mesma escola, um no pre-escolar (reception) e outro na quarta classe. Na véspera de irem para a escola, insisti com eles para aprenderem umas palavras de última hora: como pedir para ir ao wc e pedir água. Nem um nem outro falavam o inglês. Eles estavam expectantes, não fizeram fita. Tirei uma fotografia à porta da escola, onde estavam muito sérios, e a minha mãe mais tarde comentou: "Pareciam tão tristes."

Os dias iam-se passando e a R. começava por choramingar, mas dava a mão ao irmão e seguiam caminho. A escola era muito pequena e havia turmas misturadas com graus de escolaridade diferentes. Quando a R. chorava chamavam o irmão à sala dela e ela acalmava-se. Passou-se um mês nisto e aos poucos foi fazendo amizades.  Porém a forma como os pais se apresentavam para ir buscar os filhos à escola, não me agradava. Sentia que aquilo não correspondia às minhas exigências. Às 15h15m alguns pais vinham de pijama buscar os filhos e tinham um ar desmazelado. Mais tarde, confirmaram-me que a zona onde a escola estava inserida não tinha boa reputação. No final do ano escolar recordo-me do D. ter recebido £25 por ter sido um aluno assíduo.

Posso dizer que, o receio de que eles nao se adaptem  é maior que a realidade. Eles são novos e absorvem tudo o que os rodeia com muita facilidade. A vontade de brincarem e interagirem com os outros da mesma idade, revela-se como um ponto muito positivo no seu crescimento, e a língua é aprendida rapidamente.

Estima-se que um estrangeiro fica ao nível de uma criança nativa ao fim de um ano e meio. Hoje os professores do D. confirmam que estão muito orgulhosos dele, que nem mesmo muitos ingleses aprendem com a facilidade dele e conseguem fazer um trabalho tão bom. A R., ao fim de um ano de permanência aqui, uma das professoras disse que não sabia que ela era estrangeira pois tinha um sotaque muito bom.

Hoje, passados quatro anos e meio, dizem que não gostariam de voltar a estudar em Portugal, estão completamente adaptados. Mantêm algumas amizades lá, mas também as têm aqui.

https://www.gov.uk/schools-admissions/applying