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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Estás à procura de trabalho [em Inglaterra] ?


Então este post é para ti! Se estás actualmente a morar em Inglaterra e até já trabalhas mas não na tua área de qualificação e, por isso, a tua procura continua... este post também é para ti. Se por ventura desesperas e não sabes o que fazer mais pois já mandaste CVs para todos os anúncios e continuas sem respostas... este post é sem dúvida para ti. Este, e mais uns dois ou três que iremos publicar nos próximos tempos sobre a procura de trabalho em Inglaterra.

Quando chegamos a Inglaterra sem trabalho e com pouco dinheiro a prioridade é encontrar um meio de subsistência. Devemos em primeiro lugar libertar-nos de barreiras culturais e mentalizarmo-nos que, havendo saúde, qualquer trabalho é digno. Em Inglaterra, felizmente, ainda não falta trabalho. Porém é muito importante não desmotivarmos e mantermos o optimismo para lutarmos por aquilo que queremos. Se queremos um trabalho mais qualificado dentro da experiência que adquirimos em Portugal ou na área para a qual estudámos e tirámos um curso superior, não devemos nem podemos desistir disso.
Se a tua área de formação NÃO for dentro da área da saúde e ciências a tua tarefa torna-se mais difícil mas não impossível. Estas são sem dúvida as áreas de maior abertura à entrada de profissionais estrangeiros. A falta de médicos, técnicos de laboratório, analistas, enfermeiros, etc... é tanta que muitas vezes conseguirás o teu posto de trabalho mesmo antes de sair do teu país, basta perderes algum tempo a procurar e a candidatares-te a alguns anúncios.

image by | imagem por: graigue

Se já enviaste mil candidaturas e não obtiveste resposta é porque a área em que estás determinado a fazer carreira pode até ter muita oferta mas também tem muita procura e por isso as empresas ou agências de emprego receberão centenas de CVs, é importante que marques a diferença para que tenhas oportunidade de passar à fase seguinte, mas como?
  • verifica a consistência do teu CV. Pensa nas caracteristicas que o trabalho, ao qual te candidatas, exigirá. Se o candidato ideal deve ter qualidades de gestão, administração e organização, pensa em todos os postos pelos quais passaste cujo teu trabalho exigiu o domínio destas habilidades e não deixes de os incluir no teu CV.
  • possuis uma imensa experiência na área mas adquiriste-a toda em Portugal? Talvez a chave seja adquirir experiência na área em Inglaterra e se não a consegues através de trabalho remunerado talvez dedicando algumas horas a fazê-lo como voluntário seja o investimento que precisas para conseguires o emprego de salário chorudo que tanto anseias.
  • envias as tuas candidaturas por email? Mantem o email de apresentação curto e directo. Hoje em dia as caixas de email estão carregadas de correspondência. Faz-te "ouvir" com um texto curto e o mais personalizado possível. O teu CV fará o resto por ti.
  • procura quais as associações que apoiam os profissionais da tua área e junta-te a elas. Não esqueças de actualizar a informação no teu CV.
  • se não receberes resposta até duas semanas depois de teres enviado uma candidatura da qual criaste amplas expectativas, reenvia-a, às vezes os emails, principalmente os com ficheiros anexados, vão parar ao spam do receptor. Faz-te notar!

    Boa sorte!

terça-feira, 7 de abril de 2015

9 Passos a dar antes de saires de Portugal


Quando se pensa em emigrar deixa-se para trás a vida que se tinha. Muito há que pensar e preparar. A pensar nisso decidimos dar continuidade a esta publicação feita há algum tempo atrás complementando-a com mais 3. Esta será assim a segunda publicação e tem como objectivo alertar-te para alguns pontos a teres em conta antes de fazeres as malas. 
Como consequência de iniciares uma nova vida num outro país, alguns assuntos não podem ser ignorados sob pena de existirem surpresas desagradável no futuro.
Para que tudo corra bem deixamos-te algumas acções essenciais a tomar antes de saires de Portugal:
  1. Ter a certeza de que o Cartão de Cidadão (i.d.) está dentro da validade. Regra básica, nunca viajar sem um documentos de identificação. Parece-te obvio mas com a abolição das fronteiras na Comunidade Europeia se calhar até já foste a Espanha meter gasolina sem levares o Cartão de Cidadão.
  2. Certifica-te de que não precisas de outro tipo de documentação para entrar no país de destino, por exemplo um Visa, e se for caso disso tratar o quanto antes pois normalmente são burocracias morosas.
  3. Independentemente do país para onde vais emigrar, o ideal é saires do país com duas formas de identificação; Cartão de cidadão (já referido atrás) e o passaporte ou a carta de condução válidos será a opção mais segura. Em certos casos, como por exemplo um emprego, épode ser solicitado mais do que uma forma de identificação.
  4. Obrigatório ir ao Departamento de Finanças informar que irás emigrar. Este procedimento levar-te-á a teres de denominares uma pessoa que possa responder por ti nas Finanças, em qualquer circunstância que possa surgir. Isto evitará tributações indevidas durante o tempo em que estiveres emigrado.
  5. Quem tiver filhos, for emigrar para um país da Comunidade Europeia e os pretenda levar consigo, é importante cancelar os respectivos abonos na Segurança Social em Portugal, para que os possa posteriormente registar no país de destino e recebê-los lá.
  6. Se vieres de carro, é fulcral que faças uma revisão ao veículo, assim como a inspecção. Não esquecer também o autocolante com o P na traseira do carro.
  7. Caso tenhas um curso superior e pretendas procurar trabalho no ramo para o qual te formaste, um Certificado de Curso traduzido para inglês ou para a lingua corrente do país de destino darte-á a possibilidade de te inscreveres nas Associações Profissionais respectivas à tua área de formação a fim de certificares o teu curso e desta forma poderes exercer.
  8. Se tiveres casa própria o ideal será tentares vendê-la ou alugá-la a fim de anular qualquer despesa que possa advir disso. Se achares conveniente faz mesmo uma procuração para delegar poderes de intervenção a terceiros.
  9. Por último, mas não menos importante, se saíres de Portugal sem trabalho garantido faz previamente o CV em inglês, ou na lingua do país de destino, e leva alguns já imprimidos para que possas iniciar a tua procura assim que chegues ao teu destino. A distribuição do CV porta-a-porta ainda é dos meios mais bem sucedidos na hora de procurar alguns tipos de emprego.
Sim, é verdade, emigrar é uma luta. Uma luta que começa quando tomas a decisão de o fazer. Uma luta que muitas vezes te obriga a deixares a família e amigos para trás. Uma luta na conquista dos teus objectivos. Uma luta para te adaptares a novos costumes. Porém, parte dessa batalha pode ser atenuada se houver uma boa preparação e nós estamos aqui para te ajudar nisso.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Entrevista de emprego


Esta semana tive uma entrevista na escola onde trabalho, para a posição de assistente de biblioteca. Apesar de já ser funcionária da escola, foi-me comunicado por carta, o dia, o tempo estimado  e a agenda prevista para o processo de selecção.

Pois bem, às 9h50m de quinta-feira apresentei-me na recepção da escola com 3 outras candidatas. Uma delas é também minha colega de trabalho diário e inglesa de gema. O processo de selecção começaria às 10h e, como manda a etiqueta aqui na Inglaterra, devemos chegar 5 a 10 minutos antes da hora prevista.

Às 10h chega uma acompanhante que nos leva a todos a uma sala. Nessa sala, inicia-se conversa de circunstância, e é-nos oferecido chá, leite, água e umas bolachas. Todas padeciamos do mesmo, nervos e calor! Quem haveria de querer comer fosse o que fosse?! Queriamos era começar logo e acabar com o nervoso miudinho. A minha colega Sarah, de quem gosto muito, estava vermelha como um tomate e calada que nem um rato. Era aparente o pouco à vontade que estas situações trazem. As duas outras candidatas, pareciam ter um à vontade que nem eu nem a Sarah tinhamos e de certa forma era até perturbador, talvez fossem os nervos que as faziam estar faladoras e inquietas.

Entretanto apareceu a responsável, Sra. D., que entregou a cada uma a agenda personalizada do processo de selecção e explicou todo o processo. A selecção seria feita ao fim dos seguintes passos: trabalho escrito (assessement), visita guiada à escola, entrevista informal com o Sr. R., que trabalha diariamente na biblioteca, e ainda uma entrevista formal com duas responsáveis (a Sra D. e a Sra S. - responsável pela biblioteca. Estavam destinados 25 a 30 minutos para cada tarefa.
Todas passariamos pelo mesmo, mas em horários desencontrados, excepto na visita guiada que seguimos em pares.

Eu permaneci na sala e todas sairam para seguirem a sua agenda.
Eu comecei por ter um exercicio escrito. Respirei fundo quando li que era apenas escrever uma carta aos pais de uma estudante da escola, dizendo que esta nao tinha entregue os livros da biblioteca na data marcada e que estava sujeita a multa. Não levei mais de 10 minutos a fazer a carta no rascunho e a passa-la para papel limpo. O relógio não andava e os 20 minutos finais foram uma eternidade. As outras candidatas voltaram ao local e ainda tivemos uma pausa de 10 minutos.
Depois seguiu-se a visita guiada e voltámos para uma pausa na sala. Entretanto chegavam uma a dua pessoas para nos animar e saber se estava tudo bem ou se era necessário mais alguma coisa.
Chegada a hora da minha entrevista informal, lá segui para a biblioteca. Fiquei a saber como a  biblioteca funciona. O ambiente era muito acolhedor  e o Sr. R. uma simpatia.

De regresso novamente à sala onde estavam as outras candidatas, foi-nos oferecido o almoço, havia água, chá, sandes de camarão e de fiambre, salgadinhos diversos e fruta. Nestas coisas, os ingleses são de facto delicados e atenciosos.

Parti finalmente para a entrevista formal, a que mais temi... algumas perguntas de rotina e outras especificas relacionadas com a biblioteca. Uma das perguntas foi precisamente qual o último livro que li e descreve-lo de forma a motivar alguém a le-lo. Ainda bem que alterno as minhas leituras com livros portugueses e ingleses.
Fiz um saldo positivo no final da entrevista. Respondi a tudo sem gaguejar e com atitude positiva e claro de sorriso na cara. Com tudo isto tinham-se passado 3 horas.

A resposta chegou ao fim de 4 horas via telefonica. A Sra. D. ligou dizendo que tinham ficado muito impressionadas com a minha entrevista e com a minha confiança na entrevista. Eu era a segunda escolha das quatro, mas havia uma candidata mais adequada e com experiência, uma rapariga nova que trabalha numa livraria. Repetiu duas vezes, que estavam impressionados e para eu continuar à procura na escola, pois de certo iriam surgir outras posições. De facto há outra posição que se adequa mais a mim e estou em pulgas para concluir a minha candidatura de 9 páginas a entregar já na próxima segunda-feira. Esta é a época que a maioria das vagas em escolas surge, pois é agora que tem lugar a organização dos departamentos a fim de se iniciar um novo ano lectivo em Setembro.

É certo que não fui seleccionada, mas estou muito orgulhosa de mim mesma. Estudei 3 dias intensamente, procurei na internet perguntas de entrevistas  e respectivas respostas. Algumas têm mesmo que ser adequadas e respondidas conforme a tua personalidade. Li e re-li as perguntas e respostas e simulei a entrevista várias vezes, para evitar tropeçar nas palavras. Não ganhei a posição, mas saí mais enriquecida com esta experiência. A minha colega, que é inglesa, também nao foi escolhida porque é tímida e pouco confiante, assim justificaram as responsáveis pela decisão. Engraçado que inicialmente hesitei em concorrer porque a Sarah é inglesa e eu trabalho todos os dias com ela. Achei que seria desagradável mas, por fim, enchi-me de coragem e coloquei a minha candidatura. Tenho a certeza que ter uma atitude positiva e confiante no fim, foi meio caminho andado.
Nunca se esqueçam um NÃO é dado como certo, se nada fizermos; mas se formos à luta o SIM também é possivel!

Background photo by | Foto de fundo por: Neiman Marcus