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terça-feira, 28 de abril de 2015

Como te preparares para uma entrevista de emprego


Já tinhamos falado de entrevistas de emprego aqui, a experiência da Carla em terras britânicas deu-nos uma pequena ideia da realidade no Reino Unido. Porém, desde que me encontro em Inglaterra que já tive oportunidade de ser chamada para algumas entrevistas e este facto levou-me a pesquisar e aprender muito sobre como nos devemos comportar numa entrevista de emprego. Hoje venho aqui partilhar esse conhecimento convosco, sintam-se à vontade para deixarem mais dicas relevantes relacionadas com a vossa própria experiência.
Uma entrevista deve ser devidamente planeada e organizada, Existem vários aspectos que podem determinar se tu és o candidato ideal para o cargo a que te propões. Não me refiro apenas à forma como falas ou como respondes às questões colocadas, é também importante como te apresentas a ti próprio, concretamente a tua expressão corporal. A nossa expressão corporal revela muito sobre a nossa personalidade e atitude e é tão ou mais importante como as respostas que dás às perguntas que te colocam. Existem assim alguns truques no que diz respeito à linguagem gestual que te podem facilitar neste processo.  Aqui ficam algumas dicas:
  • Observar os movimentos do teu entrevistador: não copies os seus movimentos mas, subtilmente, se ele cruza a perna esquerda tu cruzas a perna direita. Enquanto falas olha sempre olhos nos olhos, dar-te-à uma imagem de confiança.
  • Durante a entrevista cruzar os braços pode passar uma impressão errada. Tem a certeza que tens uma postura direita e receptiva.
  • Tenta encontrar algo em comum entre ti e o entrevistador, por exemplo, um país que ambos conhecem e do qual gostem.
  • Ler as expressões faciais do teu entrevistador pode ajudar a ter o feedback de como está a decorrer a entrevista e/ou fazer algum ajustamento que aches pertinente.
Eu sei que numa entrevista de emprego não é fácil controlar o sistema nervoso de forma a conseguires dominar toda esta envolvência e ainda responderes assertivamente ao que te está a ser perguntado. Requer um enorme auto-controle e nível de concentração que nem sempre são fáceis de conseguir. Para te ajudar a dominares os teus nervos e a conseguires algum equilíbrio aqui ficam  algumas dicas:
  • Tenta marcar, sempre que possível, a entrevista para de manhã, evitarás estar o dia todo ansioso acumulando stress desnecessariamente.
  • Prepara-te o mais exaustivamente possível. Simula as perguntas que te irão ser colocadas, por escrito e em voz alta, até estares preparado, sentir-te-ás mais confiante e determinado.
  • Prepara tudo com a devida antecedência, um atraso irá causar nervos e ser uma fonte de stress.
  • Tem confiança em ti próprio e nas tuas capacidades, acredita que és capaz, que és a pessoa certa para o cargo.
  • Antes de ires para a sala da entrevista, inspira, expira e relaxa. Nada tens a perder.
Por último, se tudo o resto falhar, há sempre duas coisas que nunca falham, sorrir e ser honesto. Sorrir é contagioso, transmite positivismo, optimismo e cria bom ambiente. Honestidade acima de tudo. Se te perguntarem a solução para determinado problema, se eventualmente não te ocorrer nada, tenta explicar como resolverias a questão, sem inventar. 
Assegura-te que ouviste bem a pergunta colocada antes de dar uma resposta, se tiveres dúvidas pede ao teu entrevistador para repetir. Põe em ordem os teus pensamentos e responde de forma lógica.
Tem em atenção que há coisas nas quais não podes mesmo falhar, nomeadamente:
  • Não conhecer nada sobre a empresa
  • Não estar preparado para falar de ti próprio
  • Olhares para o chão mostrará insegurança e, com certeza, não quererás passar essa imagem.
  •  Não chegar atrasado, convém ires com tempo para qualquer eventualidade que surja pelo caminho.
  • Não deves demonstrar demasiado interesse pela vaga, ser moderado.
  • Falar mal da actual ou antiga entidade patronal não é, de todo, positivo para a tua imagem.
Estes são alguns pontos chave que farão toda a diferença na tua entrevista. Lembra-te que é mais fácil teres confiança de que te vais sair bem numa entrevista se te preparares arduamente para a mesma.
Tem em mente que uma atitude positiva gera comportamento positivo. Muito sucesso!

Este foi o primeiro de uma série de textos onde iremos abordar o tema das entrevistas de trabalho. Estes textos terão muito da realidade inglesa mas acabarão por não fugir muito à realidade do mundo do trabalho de uma maneira geral. Fica atento!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Emprego: Tatuagens vs emprego

Cuidado com as tatuagens, estudos comprovam que as tatuagens vistas a olho nu estão a dificultar a vida a quem quer arranjar um emprego! E isto dá ou não o que pensar?

                                                    David Beckham e as suas tatuagens

A maioria dos diretores de recursos humanos defende que as tatuagens visíveis diminuem as hipóteses de um candidato ser contratado.

"A influência da aparência vai para lá do processo de contratação. Tem um impacto na perceção na competência", afirma um especialista do Center for Professional Excellence, no York College of Pennsylvania, citado pelo Financial Times.

Também em Portugal, a Ryanair e Emirates, quando contratam não gostam de tatuagens visíveis, buço e aparelhos nos dentes.

"Ninguém irá levar o outro a sério para uma parceria se este tiver uma tatuagem de um golfinho na mão", diz Bryan Mayou, um cirurgião plástico da Cadogan Clinic, em Londres.  

Nos últimos dois anos, acrescenta o mesmo especialista, ao Financial Times, os pacientes que vieram ter com ele para remover as tatuagens aumentaram 50%.

Também o médico dermatologista e porta-voz do British Academy of Dermatology afirma que a remoção aumentou."É uma epidemia e agora vemos banqueiros e advogados, de ambos os sexos, com tatuagens dos seus 30 ou 40 anos, a virem ter connosco porque sentem vergonha delas", acrescenta Nick Lowe.

"Pessoas com tatuagens estão associadas a comportamentos de bêbados", defende Amy Forman Taub, uma dermatologista de Illinois, EUA, onde o interesse pela remoção de tatuagens aumentou 30%.

Recentemente, o exército dos EUA propôs a proibição das tatuagens visíveis -  abaixo do joelho e cotovelo e acima do decote -, admitindo que está menos recetivo a ter esta situação no trabalho.

"Num ambiente criativo como o da publicidade ou em Silicon Valley, uma tatuagem fica bem, sendo mesmo até esperada. Mas no Wall Street uma tatuagem não é uma vantagem na carreira de ninguém", frisa a especialista.

Mais benevolente é um técnico na cadeia de remoção de tatuagens no Reino Unido, Trueskin MediSpa. "Vejo as tatuagens mais como uma saída para o comportamento compulsivo."

Dando com exemplo celebridades como Cara Delevigne e David Beckham, este técnico reforça que "tornou-se um hábito assinalar todos os momentos com uma tatuagem."

A Academia Britânica de Dermatologia revelou, no último ano, haver mais de um terço de pessoas que se arrependeram de fazer uma tatuagem, o que as levou a querer usar um novo método de remoção.

"Os lasers lançam uma luz pulsada ultra-rápida sobre a tatuagem que até se ouve bater na pele", explica Frank D'Amelio, diretor executivo da Ellman International, uma empresa especialista em uso de laser na remoção de tatuagens.

Segundo o mesmo responsável, o raio parte o desenho em pequenas partículas, sendo estas depois retiradas por uma espécie de pequena lipoaspiração. E tudo, em cerca de 15 sessões por um custo de 150 libras (177 euros), dependendo da dimensão da tatuagem.

São técnicas laser como da a PicoSure, lançada em abril que fazem a chamada geração Y a fazer tatuagens e a retirá-las com facilidade. Mas esquecem-se de uma coisa importante: é caro e dói bastante.

Fonte: http://www.dinheirovivo.pt/Emprego/Artigo/CIECO287609.html?page=0

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Entrevista de emprego


Esta semana tive uma entrevista na escola onde trabalho, para a posição de assistente de biblioteca. Apesar de já ser funcionária da escola, foi-me comunicado por carta, o dia, o tempo estimado  e a agenda prevista para o processo de selecção.

Pois bem, às 9h50m de quinta-feira apresentei-me na recepção da escola com 3 outras candidatas. Uma delas é também minha colega de trabalho diário e inglesa de gema. O processo de selecção começaria às 10h e, como manda a etiqueta aqui na Inglaterra, devemos chegar 5 a 10 minutos antes da hora prevista.

Às 10h chega uma acompanhante que nos leva a todos a uma sala. Nessa sala, inicia-se conversa de circunstância, e é-nos oferecido chá, leite, água e umas bolachas. Todas padeciamos do mesmo, nervos e calor! Quem haveria de querer comer fosse o que fosse?! Queriamos era começar logo e acabar com o nervoso miudinho. A minha colega Sarah, de quem gosto muito, estava vermelha como um tomate e calada que nem um rato. Era aparente o pouco à vontade que estas situações trazem. As duas outras candidatas, pareciam ter um à vontade que nem eu nem a Sarah tinhamos e de certa forma era até perturbador, talvez fossem os nervos que as faziam estar faladoras e inquietas.

Entretanto apareceu a responsável, Sra. D., que entregou a cada uma a agenda personalizada do processo de selecção e explicou todo o processo. A selecção seria feita ao fim dos seguintes passos: trabalho escrito (assessement), visita guiada à escola, entrevista informal com o Sr. R., que trabalha diariamente na biblioteca, e ainda uma entrevista formal com duas responsáveis (a Sra D. e a Sra S. - responsável pela biblioteca. Estavam destinados 25 a 30 minutos para cada tarefa.
Todas passariamos pelo mesmo, mas em horários desencontrados, excepto na visita guiada que seguimos em pares.

Eu permaneci na sala e todas sairam para seguirem a sua agenda.
Eu comecei por ter um exercicio escrito. Respirei fundo quando li que era apenas escrever uma carta aos pais de uma estudante da escola, dizendo que esta nao tinha entregue os livros da biblioteca na data marcada e que estava sujeita a multa. Não levei mais de 10 minutos a fazer a carta no rascunho e a passa-la para papel limpo. O relógio não andava e os 20 minutos finais foram uma eternidade. As outras candidatas voltaram ao local e ainda tivemos uma pausa de 10 minutos.
Depois seguiu-se a visita guiada e voltámos para uma pausa na sala. Entretanto chegavam uma a dua pessoas para nos animar e saber se estava tudo bem ou se era necessário mais alguma coisa.
Chegada a hora da minha entrevista informal, lá segui para a biblioteca. Fiquei a saber como a  biblioteca funciona. O ambiente era muito acolhedor  e o Sr. R. uma simpatia.

De regresso novamente à sala onde estavam as outras candidatas, foi-nos oferecido o almoço, havia água, chá, sandes de camarão e de fiambre, salgadinhos diversos e fruta. Nestas coisas, os ingleses são de facto delicados e atenciosos.

Parti finalmente para a entrevista formal, a que mais temi... algumas perguntas de rotina e outras especificas relacionadas com a biblioteca. Uma das perguntas foi precisamente qual o último livro que li e descreve-lo de forma a motivar alguém a le-lo. Ainda bem que alterno as minhas leituras com livros portugueses e ingleses.
Fiz um saldo positivo no final da entrevista. Respondi a tudo sem gaguejar e com atitude positiva e claro de sorriso na cara. Com tudo isto tinham-se passado 3 horas.

A resposta chegou ao fim de 4 horas via telefonica. A Sra. D. ligou dizendo que tinham ficado muito impressionadas com a minha entrevista e com a minha confiança na entrevista. Eu era a segunda escolha das quatro, mas havia uma candidata mais adequada e com experiência, uma rapariga nova que trabalha numa livraria. Repetiu duas vezes, que estavam impressionados e para eu continuar à procura na escola, pois de certo iriam surgir outras posições. De facto há outra posição que se adequa mais a mim e estou em pulgas para concluir a minha candidatura de 9 páginas a entregar já na próxima segunda-feira. Esta é a época que a maioria das vagas em escolas surge, pois é agora que tem lugar a organização dos departamentos a fim de se iniciar um novo ano lectivo em Setembro.

É certo que não fui seleccionada, mas estou muito orgulhosa de mim mesma. Estudei 3 dias intensamente, procurei na internet perguntas de entrevistas  e respectivas respostas. Algumas têm mesmo que ser adequadas e respondidas conforme a tua personalidade. Li e re-li as perguntas e respostas e simulei a entrevista várias vezes, para evitar tropeçar nas palavras. Não ganhei a posição, mas saí mais enriquecida com esta experiência. A minha colega, que é inglesa, também nao foi escolhida porque é tímida e pouco confiante, assim justificaram as responsáveis pela decisão. Engraçado que inicialmente hesitei em concorrer porque a Sarah é inglesa e eu trabalho todos os dias com ela. Achei que seria desagradável mas, por fim, enchi-me de coragem e coloquei a minha candidatura. Tenho a certeza que ter uma atitude positiva e confiante no fim, foi meio caminho andado.
Nunca se esqueçam um NÃO é dado como certo, se nada fizermos; mas se formos à luta o SIM também é possivel!

Background photo by | Foto de fundo por: Neiman Marcus