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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Emprego: Tatuagens vs emprego

Cuidado com as tatuagens, estudos comprovam que as tatuagens vistas a olho nu estão a dificultar a vida a quem quer arranjar um emprego! E isto dá ou não o que pensar?

                                                    David Beckham e as suas tatuagens

A maioria dos diretores de recursos humanos defende que as tatuagens visíveis diminuem as hipóteses de um candidato ser contratado.

"A influência da aparência vai para lá do processo de contratação. Tem um impacto na perceção na competência", afirma um especialista do Center for Professional Excellence, no York College of Pennsylvania, citado pelo Financial Times.

Também em Portugal, a Ryanair e Emirates, quando contratam não gostam de tatuagens visíveis, buço e aparelhos nos dentes.

"Ninguém irá levar o outro a sério para uma parceria se este tiver uma tatuagem de um golfinho na mão", diz Bryan Mayou, um cirurgião plástico da Cadogan Clinic, em Londres.  

Nos últimos dois anos, acrescenta o mesmo especialista, ao Financial Times, os pacientes que vieram ter com ele para remover as tatuagens aumentaram 50%.

Também o médico dermatologista e porta-voz do British Academy of Dermatology afirma que a remoção aumentou."É uma epidemia e agora vemos banqueiros e advogados, de ambos os sexos, com tatuagens dos seus 30 ou 40 anos, a virem ter connosco porque sentem vergonha delas", acrescenta Nick Lowe.

"Pessoas com tatuagens estão associadas a comportamentos de bêbados", defende Amy Forman Taub, uma dermatologista de Illinois, EUA, onde o interesse pela remoção de tatuagens aumentou 30%.

Recentemente, o exército dos EUA propôs a proibição das tatuagens visíveis -  abaixo do joelho e cotovelo e acima do decote -, admitindo que está menos recetivo a ter esta situação no trabalho.

"Num ambiente criativo como o da publicidade ou em Silicon Valley, uma tatuagem fica bem, sendo mesmo até esperada. Mas no Wall Street uma tatuagem não é uma vantagem na carreira de ninguém", frisa a especialista.

Mais benevolente é um técnico na cadeia de remoção de tatuagens no Reino Unido, Trueskin MediSpa. "Vejo as tatuagens mais como uma saída para o comportamento compulsivo."

Dando com exemplo celebridades como Cara Delevigne e David Beckham, este técnico reforça que "tornou-se um hábito assinalar todos os momentos com uma tatuagem."

A Academia Britânica de Dermatologia revelou, no último ano, haver mais de um terço de pessoas que se arrependeram de fazer uma tatuagem, o que as levou a querer usar um novo método de remoção.

"Os lasers lançam uma luz pulsada ultra-rápida sobre a tatuagem que até se ouve bater na pele", explica Frank D'Amelio, diretor executivo da Ellman International, uma empresa especialista em uso de laser na remoção de tatuagens.

Segundo o mesmo responsável, o raio parte o desenho em pequenas partículas, sendo estas depois retiradas por uma espécie de pequena lipoaspiração. E tudo, em cerca de 15 sessões por um custo de 150 libras (177 euros), dependendo da dimensão da tatuagem.

São técnicas laser como da a PicoSure, lançada em abril que fazem a chamada geração Y a fazer tatuagens e a retirá-las com facilidade. Mas esquecem-se de uma coisa importante: é caro e dói bastante.

Fonte: http://www.dinheirovivo.pt/Emprego/Artigo/CIECO287609.html?page=0

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Trabalhar como au pair


Em Londres existe muita gente que vem cá com o intuito de aprender inglês e voltar ao seu país com a esperança de encontrar um futuro melhor. Normalmente vêm para estudar umas horas e trabalhar todas as outras. De todos os trabalhos que conseguem, acho o de au pair o mais ingrato. Vivem em casa de uma família e tomam contam das suas crianças, nos intervalos tentam estudar inglês. Ganham uma miséria e não têm horas de começar nem acabar, muitas vêem-se sem fins-de-semana, têm de limpar a casa e ainda conduzir em Londres mesmo não estando habituadas. Contudo, o que mais me choca em muitos destes casais que procuram au pairs, é o desprendimento com que acham que podem fazer o que querem com a vida delas. Amanhã, sábado, preciso de ti, vamos sair e voltamos às 6:30pm. - já acho mal, não é amanhã podes? É amanhã ficas...!!! Pior é quando a pessoa fica, marca coisas para depois das 7 e às 9 os senhores ainda não deram as caras. O telefone toca: Ah desculpa lá mas estamos a caminho, o trânsito está mau e tal... - 2 horas de trânsito? eles acham que a inteligência só os brindou a eles?! -  mais 20 minutos e estamos aí. - 20 minuto?? Só podem estar agora a sair de lá! - Ainda dá para irmos comer qualquer coisa? Ainda não jantámos... - Tenham a santa paciência mas a falta de vergonha na cara tem limites!
Pois bem, eles chegam de trombas, a au pair já sai atrasada e chateada e quando, após o seu jantar, volta a casa cansada, ainda consegue surpreender-se quando tenta abrir a porta da rua sem sucesso, está trancada por dentro.

Esta situação aconteceu a uma amiga minha, de um momento para o outro a vida dela deu uma reviravolta, sózinha por terras Britânicas, teve a sorte de poder contar com os amigos.
Eu nunca me aventuraria a ir para uma cidade onde não conheço ninguém para viver e trabalhar com alguém que nunca vi, com o intuito máximo de estudar, mas isto sou eu... antes ter o meu espacinho e ser waitress ou trabalhar num hotel... trabalho duro por trabalho duro pelo menos chega-se a casa e ninguém chateia!

Londres pode ser um sonho mas em pouco tempo pode virar pesadelo! Obviamente que nem todas as experiências como au pairs são assim, negativas. Por isso é bom que tudo fique bem esclarecido em contrato antes de sairem do país de origem. Se possivel evitar fazer os chamados favores que na maior parte das vezes dá azo a excesso de confiança e pode levar a abuso. Nunca se esqueçam que estão "on your own" e que por muito amigos que se possam tornar das famílias a vontade e necessidade delas estará sempre em primeiro lugar em relação às tuas. Manter as fronteiras bem definidas é uma mais valia para ambas as partes.
Procurem agências inscritas na BAPAA(British Au Pair Agencies Association). Contactem várias vezes com as famílias antes de saírem do vosso país e esclareçam todas as dúvidas assim como definam bem tudo o que acharem importante para um relacionamento cordial e saudável.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Uma forma "light" de emigrar/viajar

Sair do país temporáriamente ou permanentemente tornou-se quase um objectivo. Num ou noutro caso o mais difícil é o começo. É arranjar uma forma de subsistência durante os primeiros meses enquanto procuramos nos ajustar e adaptar a uma nova realidade.
Margarida Videira da Costa, do Dinheiro Vivo, traz-nos algumas ideias  de como viajar sem carregar connosco todas as nossas ecónomias.


"Dar aulas de português
O português é a língua europeia em maior ritmo de crescimento depois do inglês, e isso pode jogar a seu favor. Nos Estados Unidos, por exemplo, a procura por professores de português é muito superior à oferta, segundo este artigo da especializada Language Magazine.
Ainda que não seja professor especializado, ao ser nativo, as oportunidades surgem informalmente – em tabelas de anúncio públicas e sites em que se oferece para aulas particulares.

Trabalhar num cruzeiro
Arranjar um emprego temporário num cruzeiro combina duas vantagens: viaja muito e tem muito poucas despesas, o que combinado com um bom salário lhe pode valer as poupanças de uma vida. Existem sites especializados no recrutamento para cruzeiros, com este (http://www.cruiselinesjobs.com/current-jobs/office/) que para além das vagas no sector oferece dicas de como se movimentar neste mundo.

Apanhar fruta
É o emprego temporário por excelência, já que lhe permite trabalhar ao dia e ir passando de região a região, conforme a sua rota. O importante é estar atento às temporadas no país de destino. Também este sector se rendeu às novas tecnologias. No site Picking Jobs (http://www.pickingjobs.com/) encontra os contactos dos principais empregadores na maioria dos países europeus, Estados Unidos, Japão, Nova Zelândia e Austrália.

Fazer “house sitting” ou arrendar a sua casa enquanto não está.
Imagine tomar conta de uma quinta em França ou de um apartamento em Nova Iorque enquanto os proprietários não estão. Não é um cenário assim tão improvável. O “house sitting” existe e permite poupar no alojamento enquanto cuida da casa e animais de estimação de alguém, impedindo roubos ou outros problemas. Esta é uma das redes mais conhecidas para consegui-lo. (http://www.trustedhousesitters.com/). Outra maneira de conseguir dinheiro para as suas férias pode passar por arrendar a sua própria casa (ou parte da casa) no Airbnb (www.airbnb.com) enquanto está fora. É fácil, seguro, e rende muito dinheiro.

Arranjar um patrocinador
Se tem boas ideias, sabe escrever ou fotografar, pode “vender” a sua viagem a uma marca. O importante é dar-lhe um tema e promover a viagem num blog ou web. Quer fazer uma rota pela América em bicicleta? Aposte em marcas de desporto. Uma rota gastronómica pela Ásia? Empresas de electrodomésticos ou alimentação. É provável que não cubra todos os gastos mas pode, por exemplo, anular os gastos com transporte."


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Entrevista de emprego


Esta semana tive uma entrevista na escola onde trabalho, para a posição de assistente de biblioteca. Apesar de já ser funcionária da escola, foi-me comunicado por carta, o dia, o tempo estimado  e a agenda prevista para o processo de selecção.

Pois bem, às 9h50m de quinta-feira apresentei-me na recepção da escola com 3 outras candidatas. Uma delas é também minha colega de trabalho diário e inglesa de gema. O processo de selecção começaria às 10h e, como manda a etiqueta aqui na Inglaterra, devemos chegar 5 a 10 minutos antes da hora prevista.

Às 10h chega uma acompanhante que nos leva a todos a uma sala. Nessa sala, inicia-se conversa de circunstância, e é-nos oferecido chá, leite, água e umas bolachas. Todas padeciamos do mesmo, nervos e calor! Quem haveria de querer comer fosse o que fosse?! Queriamos era começar logo e acabar com o nervoso miudinho. A minha colega Sarah, de quem gosto muito, estava vermelha como um tomate e calada que nem um rato. Era aparente o pouco à vontade que estas situações trazem. As duas outras candidatas, pareciam ter um à vontade que nem eu nem a Sarah tinhamos e de certa forma era até perturbador, talvez fossem os nervos que as faziam estar faladoras e inquietas.

Entretanto apareceu a responsável, Sra. D., que entregou a cada uma a agenda personalizada do processo de selecção e explicou todo o processo. A selecção seria feita ao fim dos seguintes passos: trabalho escrito (assessement), visita guiada à escola, entrevista informal com o Sr. R., que trabalha diariamente na biblioteca, e ainda uma entrevista formal com duas responsáveis (a Sra D. e a Sra S. - responsável pela biblioteca. Estavam destinados 25 a 30 minutos para cada tarefa.
Todas passariamos pelo mesmo, mas em horários desencontrados, excepto na visita guiada que seguimos em pares.

Eu permaneci na sala e todas sairam para seguirem a sua agenda.
Eu comecei por ter um exercicio escrito. Respirei fundo quando li que era apenas escrever uma carta aos pais de uma estudante da escola, dizendo que esta nao tinha entregue os livros da biblioteca na data marcada e que estava sujeita a multa. Não levei mais de 10 minutos a fazer a carta no rascunho e a passa-la para papel limpo. O relógio não andava e os 20 minutos finais foram uma eternidade. As outras candidatas voltaram ao local e ainda tivemos uma pausa de 10 minutos.
Depois seguiu-se a visita guiada e voltámos para uma pausa na sala. Entretanto chegavam uma a dua pessoas para nos animar e saber se estava tudo bem ou se era necessário mais alguma coisa.
Chegada a hora da minha entrevista informal, lá segui para a biblioteca. Fiquei a saber como a  biblioteca funciona. O ambiente era muito acolhedor  e o Sr. R. uma simpatia.

De regresso novamente à sala onde estavam as outras candidatas, foi-nos oferecido o almoço, havia água, chá, sandes de camarão e de fiambre, salgadinhos diversos e fruta. Nestas coisas, os ingleses são de facto delicados e atenciosos.

Parti finalmente para a entrevista formal, a que mais temi... algumas perguntas de rotina e outras especificas relacionadas com a biblioteca. Uma das perguntas foi precisamente qual o último livro que li e descreve-lo de forma a motivar alguém a le-lo. Ainda bem que alterno as minhas leituras com livros portugueses e ingleses.
Fiz um saldo positivo no final da entrevista. Respondi a tudo sem gaguejar e com atitude positiva e claro de sorriso na cara. Com tudo isto tinham-se passado 3 horas.

A resposta chegou ao fim de 4 horas via telefonica. A Sra. D. ligou dizendo que tinham ficado muito impressionadas com a minha entrevista e com a minha confiança na entrevista. Eu era a segunda escolha das quatro, mas havia uma candidata mais adequada e com experiência, uma rapariga nova que trabalha numa livraria. Repetiu duas vezes, que estavam impressionados e para eu continuar à procura na escola, pois de certo iriam surgir outras posições. De facto há outra posição que se adequa mais a mim e estou em pulgas para concluir a minha candidatura de 9 páginas a entregar já na próxima segunda-feira. Esta é a época que a maioria das vagas em escolas surge, pois é agora que tem lugar a organização dos departamentos a fim de se iniciar um novo ano lectivo em Setembro.

É certo que não fui seleccionada, mas estou muito orgulhosa de mim mesma. Estudei 3 dias intensamente, procurei na internet perguntas de entrevistas  e respectivas respostas. Algumas têm mesmo que ser adequadas e respondidas conforme a tua personalidade. Li e re-li as perguntas e respostas e simulei a entrevista várias vezes, para evitar tropeçar nas palavras. Não ganhei a posição, mas saí mais enriquecida com esta experiência. A minha colega, que é inglesa, também nao foi escolhida porque é tímida e pouco confiante, assim justificaram as responsáveis pela decisão. Engraçado que inicialmente hesitei em concorrer porque a Sarah é inglesa e eu trabalho todos os dias com ela. Achei que seria desagradável mas, por fim, enchi-me de coragem e coloquei a minha candidatura. Tenho a certeza que ter uma atitude positiva e confiante no fim, foi meio caminho andado.
Nunca se esqueçam um NÃO é dado como certo, se nada fizermos; mas se formos à luta o SIM também é possivel!

Background photo by | Foto de fundo por: Neiman Marcus