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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Novo ano = Novas leis no UK


Novo ano, novas leis no Reino Unido. São cinco as principais leis que entrarm em vigor com a entrada do ano. Se vives no Reino Unido ou se estás de malas feitas para te mudares para cá então fica a saber:
  1. Nova lei para emigrantes trabalhadores que sejam de nacionalidade Não União Europeia ficarão sujeitos a serem exportados caso ganhem um valor anual inferior a £35000. Esta lei entrará em vigor em Abril deste ano e colocará em risco profissionais fundamentais ao país, como é o caso de mais de 3000 enfermeiros cujo rendimento anual ronda em média as £22000. A entrar em vigor, esta lei poderá custar ao país cerca de £200 milhões com a agravante de criar uma falha ainda maior de profissionais em vários sectores os quais o Reino Unido por si só não consegue dar resposta.
  2. Aumento do ordenado mínimo nacional. O ordenado mínimo para trabalhadores com idade superior a 25 anos irá aumentar em Abril de 2016 para £7.20. Esta é uma medida progressiva a fim de alcançar as desejados £9 por hora em 2020.
    Sendo este o maior aumento desde 2007 fica no entanto ainda aquem do custo do nível de vida no Reino Unido. A actual estimativa da Living Wage Foudation indica que £8.25 à hora deveria ser o valor mínimo a pagar.
  3. Obrigatório denunciar situações de desigualdade salarial entre géneros. Ainda este ano os empregadores irão ver-se obrigados a revelar o salário dos seus funcionários a fim de se conseguir identificar se e quando existe descriminação sexual no valor dos ordenados. Este era um procedimento voluntário, salvo casos de denuncia, que passará a ser sempre obrigatório com o intuito de combater a desigualdade salarial entre géneros, que se estima atinja os 19.1% para trabalhadores a full-time e 40% para os a part-time.
  4. Nova pensão única de reforma. A partir de Abril de 2016 entra em vigor a pensão única no valor de £155.65 por semana. Esta pensão, de valor superior à actual pensão mínima paga pelo Estado de £115.95, irá substituir todas as pensões adicionais e secundárias que normalmente permitem às pessoas aumentar o seu rendimento base.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Como estruturar a tua cover letter


A semana passada falei de alguns pontos a ter em conta na elaboração de uma carta de apresentação que funcione no Reino Unido. Hoje vou vos deixar aqui dicas de como a estruturar de forma a que consigas em poucas palavras dizer o essencial.
  1. Parágrafo de abertura: deve ser curto e implacável. Começa por uma frase que explique o porquê de estares a escrever: a posição a que te candidatas; o anúncio ao qual estás a responder, onde o encontraste; se foste indicado por outra pessoa,  a inclusão do nome dela e cargo/secção de trabalho serão uma mais valia. Aqui ficam alguns exemplo já em inglês:

    • In response to the advertised position in The Guardian on 9th October, please consider my CV in your search for an Architect.
    • I was pleased to hear from James Bond that you will soon have a vacancy for a Pesonal Assistant. I am very interested in this position, and I think that with my skills I could be an asset to you and your company.
    • Having recently read in the Independent of your company’s plans for expansion, I am writing to establish whether this will involve an increase in personnel. As a final year business student at Oxford University, I am seeking a position in January that will develop my marketing and finance skills.
  2. Segundo parágrafo: aqui deverás ter em mente a pergunta: Porque é que um empregador poderá ficar interessado em te contratar? Em poucas palavras descreve as tuas qualificações, profissionais e académicas, que forem mais relevantes para a posição a que te candidatas. Se estiveres a responder a um anúncio é provável que o mesmo inúmero algumas qualidades que o candidato escolhido deverá possuir, faz menção a elas.
  3. Terceiro parágrafo: destaca o que podes fazer pela empresa, nunca o inverso. Expõe o que tens ou podes oferecer de relevante para a carreira que queres perseguir.
  4. Quarto parágrafo: este deverá ser um parágrafo de indução à acção, por exemplo, disponibilizando-te para uma entrevista.
Desta forma conseguirás uma carta de apresentação bem estruturada e concisa. Boa sorte!


Background photo | Foto de fundo: Viktor Hanacek

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

As leis que qualquer trabalhador em Inglaterra deve saber


Se trabalhas no Reino Unido há coisas que deves saber para além das horas a que tens de entrar, os objectivos diários e os relatórios semanais, estou a falar dos teus direitos e deveres como trabalhador. Muitas são as vezes que nos vemos confrontados com situações desfavoráveis, sem sabermos muito bem se a justiça está ou não do nosso lado, muitas são as certezas que ouvimos dos outros e muitas são as dúvidas que mesmo assim ficam. Porque deves saber com que linhas te coses, iremos divulgar aqui no blogue os teus direitos como trabalhador por estas bandas. Aqui deixamos os teus 3 primeiros direitos que seleccionámos para hoje:
  1. Os teus direitos enquanto trabalhador no Reino Unido dependem dos teus direitos legais baseados na lei geral do trabalho aprovada pelo Parlamento e do teu contrato de trabalho. No entanto, este último não pode te tirar nenhum direito que pela lei geral do trabalho tens, mas pode sim incrementar esse direito. Por exemplo: o teu contrato de trabalho não pode dizer que tens direito a 3 semanas de férias pagas por ano pelo que o mínimo de férias pagas previsto na lei geral para trabalhadores a tempo inteiro é de 28 dias. Porem ele pode dizer que tens direito a 35 dias de férias pagas, e aí o teu contrato de trabalho prevalecerá sobre a lei geral. A lei geral, o chamado "Statutory rights", preve vários direitos base a todos os trabalhadores por conta de outrem, salvo excepções, direitos que em qualquer caso devem ser respeitados pela entidade patronal.

  2. Horas de trabalho e descansos: A maioria dos trabalhadores têm o direito de poderem não trabalhar em média mais de 48 horas semanais. Trabalhadores noturnos não podem trabalhar mais de uma média de 8 horas num período de 24 horas. Trabalhadores adultos (18 anos ou mais) têm direito a 1 dia de folga por semana. Trabalhadores com idades entre 16-18 anos (trabalhadores adolescentes) têm direito a 2 dias de folga por semana. Trabalhadores adultos têm direito a 11 horas consecutivas de descanso diário e no minimo 20 minutos de pausa durante o horário de trabalho quando superior a 6 horas. O traba lhador adolescente tem direito a 12 horas diárias consecutivas de descanso e um minimo de 30 minutos de pausa durante o horário laboral quando superior a 4 horas e meia.
     
  3. Quanto tempo de férias pagas podes tirar: se o teu contrato teve início após 1 de Abril de 2009 tens direito a 5.6 semanas de férias por ano se trabalhares full-time ou o proporcional se trabalhares part-time. Contratos anteriores à data acima terão direito a 4.8 semanas/ano. Para saberes quantos dias terás direito por ano basta multiplicares 5.6 pelo número de dias que trabalhas por semana tendo em conta que em nenhuma circunstância poderás tirar mais do que 28 dias (a menos que estipulado em contrato). Por exemplo se trabalhares 10 horas por semana = 5.6 X 10 = 56. Terás direito a 56 horas de férias pagas por ano. Se não trabalhares aos feriados e se estes te forem pagos, os mesmos contam como dias de férias. Sendo que em Inglaterra existem 8 feriados, no caso de teres direito a 28 dias de férias apenas poderás usufruir a teu belo prazer dos restantes 20 dias tendo em conta que 8 deles são gastos em feriados.

    Estas leis são aplicadas às situações mais comuns de contratos de trabalho. Existem excepções a elas que podem ser consultadas aqui.
    Em breve divulgaremos mais algumas leis que não deves perder de vista.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Dicas para fazer um CV eficaz em Inglaterra


Esquece o modelo europeu, a fotografia e o número de bilhete de identidade. Aqui o CV é simplificado e resume-se ao essencial. Nos teus dados pessoais deve constar nada mais do que o teu nome, contacto telefónico, email e morada. Excepto em casos de trabalhos em que o aspecto físico e a idade sejam requisitos obvios no critério de selecção, como no caso de trabalhos como modelo, actor/atriz, etc., nunca se deve incluir a fotografia no nosso CV. O intervalo de idades em que estás inserido é fácilmente encontrado através do ano em que frequentaste os diferentes graus de escolaridade, pelo que, incluir a idade ou data de nascimento nos dados pessoais é sobrevalorizar um aspecto descriminatório à partida.
Do CV deve ainda fazer parte um excerto de texto descritivo das tuas qualidades que se evidenciam na resposta ao anúncio em questão. Este deve ser não mais do que um parágrafo e deve relacionar as tuas qualidades pessoais e profissionais com o cargo em causa. Neste texto deves convencer o empregador de que o teu perfil profissional e pessoal é de maior valor para a sua empresa do que qualquer outro que lhe venha cair às mãos. É muito provável que, embora se esteja a falar de um texto curto, seja aquele que te leve mais tempo a elaborar. Faz a tua apresentação com calma e inteligência. Em situações em que não te seja possível enviar uma carta de apresentação, este pequeno parágrafo fará a diferença entre o teu CV ir directo para o lixo ou ser lido até ao fim.

A partir daqui a elaboração do teu CV depende essencialmente da tua situação actual e do teu objectivo. Estás a fazer um "break" na tua carreira e procuras agora retomar a tua vida profissional? Queres encarar um novo desafio e mudar de profissão? Chegou a hora de te candidatares ao cargo dos teus sonhos dentro da empresa onde trabalhas? Acabaste a faculdade e procuras agora integrar-te no mundo do trabalho? Consoante for a tua situação deverás dar mais ou menos enfase ao teu percurso académico ou ao profissional. Aqui te deixamos alguns links que te poderão ajudar a escolher o formato de curriculo ideal para ti (se fizeres uma pesquisa no Google encontrarás mais):
Cada link tem disponível "templates" que oferecem uma base para ajustares à tua realidade a fim de criares tu um CV vencedor. Sê sucinto, um curriculo com mais de 2 páginas é ineficiente, se poderes dizer o mais importante numa só página tanto melhor. Usa todo o teu sentido de coerência, sensatez e espirito critico.
Boa sorte e não desistas nunca!

terça-feira, 21 de julho de 2015

Entrevista via Skype


As entrevistas por Skype são cada vez mais usadas, especialmente em empresas que pretendem recrutar pessoas oriundas de outros países.
Para o entrevistador este tipo de entrevista é perfeita porque gere a  sua economia com logística e agilidade permitindo várias entrevistas num curto período de tempo. Mesmo à distância, se houver interesse por parte da empresa, esta assegurará uma entrevista presencial posteriormente.

Para o candidato a preparação para este tipo de entrevista é diferente das outras entrevistas de que já falámos aqui e aqui, pelo que vos deixamos algumas dicas que vos poderão, eventualmente, ajudar:
  • Olha para a câmara e não para o monitor, é necessário manter o contacto visual para que do outro lado a pessoa tenha a certeza que estás atento à entrevista e interagindo com ela.
  • Veste-te adequadamente, mesmo estando em casa a entrevista é de cariz profissional e por isso exige uma vestimenta adequada à situação. Imagina que por algum motiva necessitas de te levantar durante a entrevista e de repente vê-se o teu calção florido. Inaceitável! Veste-te por completo como se de uma entrevista presencial se tratasse.
  • Escolhe um cenário tranquilo (sem fundo), para que sejas tu o foco e não a envolvente. Mantem o ambiente neutro.
  • Faz um teste. Se não estás muito à vontade com a câmara e o Skype convoca um amigo e realiza uma vídeo chamada para te familiarizares com todas as funções do Skype, incluindo o som, o monitor, etc. Evita assim que não hajam distracções e nervosismos na hora da entrevista.
  • No decorrer da entrevista assegura-te que não tens outros programas ligados no computador, estes podem causar interropeções e demonstram pouco profissionalismo.
  • Mantém um nível profissional. Ao contrário de uma entrevista pessoal, a primeira impressão que vais passar não vai ser as palavras ou acções. A primeira coisa que o entrevistador vai ver é o teu nome de usuário no Skype assim como a imagem do teu perfil, por isso certifica-te que estão adequadas à imagem séria e confiável que queres passar.
  • Nem todos os gestos são captados pela câmara, cuidado com as expressões corporais, as que passam para o monitor serão muito mais definitivas na opinião que o entrevistador construirá a teu respeito.
  • Certifica-te que o entrevistador está envolvido, pára de vez em quando e observa se o entrevistador está a acompanhar o que estás a dizer, é fundamental captar a atenção do entrevistador
Para que tudo corra bem é necessário uma preparação prévia e embora este tipo de entrevista possa ser realizada em casa, os detalhes não devem ser esquecidos. Posto isto... boa sorte!

terça-feira, 30 de junho de 2015

Entrevista de grupo


No seguimento do post "Entrevista formal vs informal" hoje falamos um pouco sobre a entrevista de grupo que é feita na presença de todos os candidatos possíveis à vaga em questão. Este tipo de entrevista é o tipo de processo selectivo mais barato para a empresa. Durante este processo estão presentes especialistas em recursos humanos, e em alguns casos o director da empresa.
A entrevista de grupo é normalmente vista pelos candidatos com alguma pressão e receio, não só porque estão presentes todos os candidatos mas também porque o nível de exigência e superação é elevado.
Para os recrutadores as entrevistas de grupo são de extrema importância no sentido de garantirem a assertividade na selecção dos candidatos. Esta entrevista possibilita ainda uma situação próxima da realidade de trabalho permitindo aos recrutadores a observação atenta dos candidatos, nomeadamente as suas atitudes, comportamentos e conhecimentos para a vaga em questão.
Ficam algumas dicas de como te preparares para este tipo de entrevista:
  • Pesquisa o máximo de informação sobre a empresa e os seus recrutadores
  • Reúne alguns amigos e simula que estás numa entrevista idêntica com perguntas como esta: "De que maneira podes contribuir para o sucesso da empresa", por exemplo.
  • Tem uma postura de confiança e segurança em ti mesmo.
  • Mostra contacto visual, olhando directamente para o recrutador, quando por exemplo estiveres a responder a uma questão em frente a todo o grupo.
  • Responde assertivamente e claramente às questões colocadas, sem rodeios e sendo directo.
  • Os recrutadores por norma perguntam se os candidatos têm questões, a tua resposta deve ser sim, mostrarás o teu interesse pela vaga causando uma boa impressão.
Este tipo de entrevista é mais desafiante e os candidatos serão "obrigados" a interagir mais. De qualquer modo sendo uma entrevista com um grau de exigência maior, a preparação prévia será a palavra chave. Confia em ti!

terça-feira, 9 de junho de 2015

Entrevista formal vs Entrevista informal


Já aqui falámos de como te preparares para uma entrevista de uma maneira geral. Hoje falamos um pouco das diferenças entre uma entrevista formal e uma informal.
A entrevista formal  é a mais comum, envolve um ou mais entrevistadores e por norma inclui o responsável pelos recursos humanos da empresa e o director do departamento a recrutar.
Esta entrevista pode ser feita numa única etapa ou em várias. Pode ser feita apenas numa só etapa, com  todos os intervenientes presentes, num contexto de "face to face" onde são feitas perguntas às quais deverás responder assertivamente ou, em diferentes fases, por exemplo, fase de triagem, seguindo-se a fase de testes práticos, finalizando com uma entrevista. A ideia é permitir aos recrutadores, mediante as várias fases, conhecer melhor o candidato e avaliar as suas competências.

A entrevista Informal é em tudo diferente da entrevista Formal. A entrevista Informal envolve normalmente o responsável pelos recursos humanos e o director mas num contexto de conversa informal com a finalidade de te dares a conhecer e a conhecer os teus objectivos. Por exemplo, a minha última entrevista foi informal, decorrente de uma candidatura espontânea para fazer voluntariado numa Instituição Social, uma forma de adquirir experiência e curriculo na área que pretendo construir carreira. A entrevista informal foi calma e sem grande stress, num contexto absolutamente informal, numa sala de estar, sem mesa e sentada num sofá onde a posição do entrevistador fica lateral ao entrevistado e não frontal como no caso das entrevistas formais.
O ambiente era descontraído e não havia aquela pressão da entrevista formal.  Contudo, embora seja uma entrevista informal, é importante salientar que há que manter o foco no nosso objectivo e ter sempre presente que não estamos numa conversa de amigos.

Em ambos os casos os recrutadores avaliam a nossas nossas aptidões, competências e o nosso perfil com o intuito de saber se "aquela" pessoa é o candidato ideal para a posição solicitada.

Background photo via | Foto de fundo via: La cool & chic

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Estás à procura de trabalho [em Inglaterra] ?


Então este post é para ti! Se estás actualmente a morar em Inglaterra e até já trabalhas mas não na tua área de qualificação e, por isso, a tua procura continua... este post também é para ti. Se por ventura desesperas e não sabes o que fazer mais pois já mandaste CVs para todos os anúncios e continuas sem respostas... este post é sem dúvida para ti. Este, e mais uns dois ou três que iremos publicar nos próximos tempos sobre a procura de trabalho em Inglaterra.

Quando chegamos a Inglaterra sem trabalho e com pouco dinheiro a prioridade é encontrar um meio de subsistência. Devemos em primeiro lugar libertar-nos de barreiras culturais e mentalizarmo-nos que, havendo saúde, qualquer trabalho é digno. Em Inglaterra, felizmente, ainda não falta trabalho. Porém é muito importante não desmotivarmos e mantermos o optimismo para lutarmos por aquilo que queremos. Se queremos um trabalho mais qualificado dentro da experiência que adquirimos em Portugal ou na área para a qual estudámos e tirámos um curso superior, não devemos nem podemos desistir disso.
Se a tua área de formação NÃO for dentro da área da saúde e ciências a tua tarefa torna-se mais difícil mas não impossível. Estas são sem dúvida as áreas de maior abertura à entrada de profissionais estrangeiros. A falta de médicos, técnicos de laboratório, analistas, enfermeiros, etc... é tanta que muitas vezes conseguirás o teu posto de trabalho mesmo antes de sair do teu país, basta perderes algum tempo a procurar e a candidatares-te a alguns anúncios.

image by | imagem por: graigue

Se já enviaste mil candidaturas e não obtiveste resposta é porque a área em que estás determinado a fazer carreira pode até ter muita oferta mas também tem muita procura e por isso as empresas ou agências de emprego receberão centenas de CVs, é importante que marques a diferença para que tenhas oportunidade de passar à fase seguinte, mas como?
  • verifica a consistência do teu CV. Pensa nas caracteristicas que o trabalho, ao qual te candidatas, exigirá. Se o candidato ideal deve ter qualidades de gestão, administração e organização, pensa em todos os postos pelos quais passaste cujo teu trabalho exigiu o domínio destas habilidades e não deixes de os incluir no teu CV.
  • possuis uma imensa experiência na área mas adquiriste-a toda em Portugal? Talvez a chave seja adquirir experiência na área em Inglaterra e se não a consegues através de trabalho remunerado talvez dedicando algumas horas a fazê-lo como voluntário seja o investimento que precisas para conseguires o emprego de salário chorudo que tanto anseias.
  • envias as tuas candidaturas por email? Mantem o email de apresentação curto e directo. Hoje em dia as caixas de email estão carregadas de correspondência. Faz-te "ouvir" com um texto curto e o mais personalizado possível. O teu CV fará o resto por ti.
  • procura quais as associações que apoiam os profissionais da tua área e junta-te a elas. Não esqueças de actualizar a informação no teu CV.
  • se não receberes resposta até duas semanas depois de teres enviado uma candidatura da qual criaste amplas expectativas, reenvia-a, às vezes os emails, principalmente os com ficheiros anexados, vão parar ao spam do receptor. Faz-te notar!

    Boa sorte!

segunda-feira, 25 de maio de 2015

W E L C O M E . pack


Hoje vimos apresentar o primeiro de uma série de serviços que o Sunny Dot irá disponibilizar a quem está, ou quer, mudar de vida. Seja uma mudança de país, o início de um novo negócio, a construção de uma nova carreira,... estamos aqui para te ajudar a alcançares os teus objectivos da forma mais directa e menos difícil possivel. O W E L C O M E . pack foi criado para aqueles que decidem emigrar com a cara e a coragem, como se costuma dizer. O início de uma nova vida noutro país não precisa ser solitário e stressante. Sabemos por experiência própria que as primeiras horas desta grande aventura são determinantes para um começo bom e optimista e por isso criámos este serviço para ti.

Emigrares sózinho para um país que não conheces não tem de ser uma gigante dor de barriga e uma estranha dor de cabeça. Saber que ao chegarmos teremos um rosto conhecido, um sorriso familiar, uma palavra de incentivo, fará toda a diferença na forma como encararás o dia seguinte. Não te preocupes com onde vais apanhar o comboio, quantas linhas de metro tens de percorrer, que taxi chamar, deixa isso connosco, quando te deres conta já estarás relaxadamente a desfazer as malas no lugar que escolheste para morar.

Para saberes todos os detalhes sobre este serviço assim como para pedires orçamento entra em contacto connosco, não hesites, preenche já o formulário disponivel no blog. Somos breves a responder e não deixaremos ninguém sem resposta. Este serviço está desde hoje disponivel aqui e apenas para as zonas de Londres e Kent, em Inglaterra.

Background photo by | Foto de fundo por: Benoit Courti

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Londres Vs Countryside


Quando decidimos vir viver para Inglaterra (eu e o D.) não tivemos muitas dúvidas na escolha da cidade para onde iriamos: Londres, claro! No nosso caso tornou-se obvio porque tinhamos trabalho em Londres e quem nos desse guarida por alguns dias até alugarmos um espaço para nós.
Começámos então a nossa nova vida em Londres, numa zona feia e não muito segura, mas foi onde conseguimos arranjar um quarto que não fosse muito longe do trabalho. Para quem gosta de luz, ambientes bonitos e organização, não posso dizer que os meus primeiros meses neste país tenham sido do melhor, mas nunca o são, ou raramente o são. Londres tem tudo de muito bom para te apaixonares e tudo de muito mau para quereres regressar ao teu cantinho à beira-mar plantado. Normalmente o muito bom não está ao nível da tua carteira e por isso tentas desesperadamente procurar algum equilibrio que te permita conviver com tudo isto. Londres é uma cidade grande, tal como todas as cidades grandes de Inglaterra, o custo de vida, especialmente, o custo da habitação é extremamente elevado. Casas caras e velhas não faltam e não é por viveres numa zona menos segura que elas deixam de ser caras. Arranjar um sitio para morar em Londres de acordo com a tua carteira, é um autentico desafio. Quando se emigra sózinho, ou como casal, a procura é exaustiva mas possivel. Conseguimos encontrar um quarto ou talvez um estudio por um valor alto mas que conseguimos pagar. Se emigramos com crianças a coisa muda de figura. Encontrar uma casa em Londres com 2 quartos a um preço correspondente à tua realidade é uma missão (quase) impossivel. E isto não muda muito noutras cidades como Manchester, Bristol, etc. mesmo não sendo capitais, os grandes centros urbanos são definitivamente locais caros por excelente. Daí tornar-se pertinente a questão da escolha entre morar numa grande cidade ou num meio mais rural. 
Quando engravidei da minha primeira filha, comecei a minha batalha. Viviamos num bom estudio, num bairro agradável e na zona 3 de Londres mas precisavamos encontrar uma casa com 2 quartos. Vi muitas, mas muitas casas, todas caras e quando eram menos caras eram absolutamente decadentes. Se eu queria que a minha filha vivesse num ambiente assim? Não! Nem pensar! Foi depois de muita procura em Londres que começámos a alargar a nossa área de pesquisa e foi a 30 milhas (cerca de 50km) do trabalho que viemos encontrar o nosso pequeno oasis onde moramos há mais de 4 anos e onde já tivemos outra menina. 
Tendo a experiência de ter vivido nos dois ambiente deixo aqui alguns pontos que podem ajudar na altura de decidir entre o campo e a cidade, de acordo com a vossa própria realidade, na hora de emigrar. Atenção quando falo de campo não falo de isolamento, caminhos de cabras e lamaçal, falo de um bairro, com lojas a 5 minutos a pé, escolas primárias, creches, tudo o necessário para uma vida absolutamente relaxada e com crianças.
  • Se fores um estudante: ficar o mais perto possível da tua Universidade parece-me ser a opção mais inteligente. Alugares um quarto será provavelmente a melhor solução para ti. Não te sentirás tão sózinho e provávelmente até conseguirás encontrar um onde até já estejam outros colegas da mesma Universidade. Um quarto perto de uma Universidade não será barato mas ficarás muito mais ligado ao meio onde queres estar inserido, permitirá fazeres amizades com maior facilidade e não gastarás dinheiro em trasportes que em Inglaterra são extremamente caros.
  • No caso de um individuo só ou um casal: A opção de alugar um quarto o mais perto possível do trabalho é sem dúvida a mais eficaz, a menos que se tenha familia ou amigos que nos permitam aterrar nas suas casas por um valor insignificante, caso contrário a proximidade ao trabalho é uma mais valia. Viver numa grande cidade é, quanto a mim, a melhor opção para quem vai morar sózinho ou até no caso de um casal sem filhos. Se ambos trabalharem conseguem alugar um estúdio e ter uma vida relativamente confortável no reboliço de uma cidade que, se for o caso de Londres, será cosmopolita, non-stop e absolutamente encantadora. Poderá ou poderão ter uma vida social imparável, com eventos diários e mil e uma actividades, dificilmente sentirão aborrecimento. Não precisarão de carro e com sorte ainda poderão ir para o trabalho de bicicleta e poupar em transportes e em ginásio. Terão uma vasta diversidade de oportunidades de trabalho desde mais qualificado a outros sem ser necessário qualificações e/ou experiência. Estarão no centro de tudo.
  • Se houverem crianças envolvidas: não cheguei a viver em Londres com crianças mas sempre que lá vou com as minhas filhas (de 1 e 3 anos) sinto-me minuscula. Londres não é uma cidade prática para andar com carrinhos de bebés. Os acessos ao metro são difíceis, o espaço para parar os carrinhos dentro dos autocarros é limitado a cerca de 2 a 3 carrinhos por veiculo (depende do tamanho dos carrinhos) e se tivermos o azar de aparecer um individuo em cadeira de rodas este terá prioridade e, ou fechas o carrinho ou sais do autocarro e esperas por outro. Terás de procurar casas com 2 ou mais quartos que vão para preços ridiculos e nem por isso são grandes casas ou estão em boas condições. Dificilmente consegues viver perto do centro de Londres ou do teu local de trabalho porque não tens dinheiro para as rendas astronomicas e os valores das creches. Muito provávelmente vais sentir-te inseguro em relação aos teus filhos porque mesmo que consigas pagar uma casa na zona 5 de Londres o mais certo é que esta esteja longe de ser uma das zonas mais seguras da cidade. Claro que há inumeras famílias a viver em Londres mas a maioria ou tem apoios do estado ou pertencem à classe média-alta e alta. Portanto, neste caso, acho que a melhor opção é mesmo optar pela zona rural. Kent é uma optima área para quem trabalha em Londres e quer morar fora da grande cidade. A zona de Kent tem muito bons acessos e ainda não é das piores entradas de Londres a nível de transito automóvel. Neste caso a aquisição de um carro será uma mais valia a considerar dado essencialmente o custo dos transportes para Londres.
Seja qual for a opção que escolheres há uma coisa que eu digo sempre, se possível não morras sem viveres um mês em Londres. É sem dúvida uma experiência inesquecivel, uma realidade totalmente diferente da que os portugueses estão habituados e por isso mesmo uma aventura inesperadamente incrivel. 
Em breve faremos um post com uma simulação de quanto poderá custar uma vida familiar no campo em comparação com a cidade, quais os valores envolvidos, custo da habitação, creche, etc. Fiquem atentos!